“Ah..(a)mares XXXI”, e segue o livro em contrução…

“Ah…(a)mares XXXI



Há momentos
em que travamos a saliva
arranhões
no gosto das palavras

uns chegam
feito ardis
outros, agridoces
tal mel e anis

Palavras
em melodia
saltitantes
inVentos

em poesia
templos
:
influxos
de vida

meia água
meia tela
outro tanto, na areia
sonhos possíveis

olho ao longe
leio Vallejo…
alongo o pensamento

maríntimo!

“ cae, cae del aguacero
la humana ecuación de tu amor”*

se de mim , pensar-te é uma parte
a outra, só pode ser te (a)mar…

Carmen Silvia Presotto – em mais um poema em contrução, “Ah…(a)mares XXXI”, Vidráguas.

Poema retrabalhado, alongado a esta contrução. Feliz, conto que a caminho do/com o mar, ordeno a poesia em mim, que está aqui, ali, em livros, na Web e agora neste trabalho que teço.

A fotografia é de Ricardo Hegenbart!

* Versos colhido do poema LLUVIA de César Vallejo, em Los Heraldos Negros, Losada- 1961, p. 90

Em Vidráguas, O troco por Lisa Alves…

O Troco
por Lisa Alves



Mas quase nos entendemos nesse leve desencontro,
nesse quase que é a única forma de suportar a vida
em cheio, pois um encontro brusco face a face
com ela nos assustaria, espaventaria os seus delicados
fios de teia de aranha.

Clarice Lispector – Água Viva

Desencaminhou sua quietude ao cruzar com sua meia alma. O encaixe despontou como um Big Bang de sensaçõesB – ele desmoronou, gemeu, seu corpo não suportou o atrito de energias tão compatíveis.Trêmulo estendeu a mão para que ela o alcançasse e ela sem delongas correu ao seu encontro – presenteando-o com um doce toque de cobre na calçada.

Lisa Alves, grande leitora de Lispector, Sylvia Plath, Bukowski e tanto outros que nos enlaçam o caminho, escreve conosco em redes sociais…

… e diariamente em seu blog A Fábula de um Mundo Real,confiram!!

Quer Saber VII – e segue a série do cotidiano…

Quer Saber VII?



Seguindo o branco papel
aliso o pânico
enrolo o vento

Debruçada no medo
balanço antigos pensamentos
sacudo a poeira dos poros

e Quer saber?
- teu olhar
me veste, despe
…reveste
canta imanta

nua de mim
pele de teus tempos
agora, descruzo as pernas
conserto versos

ao ponto sonolento, … feliz
… escrevo!

Carmen Silvia Presotto – em mais um poema à série Quer Saber? – Vidráguas, poemas ao cotidiano, leves , cantantis e brincalhões!!

… e este poema é um poema que retrabalhei, e sigo ordenando minha poesia, exercitando-me poeticamente…eba!!

A fotografia que uso para marcar está série é de Ilya Rashap!

A arte de contar por Tânia Du Bois…

A ARTE DE CONTAR
por Tânia Du Bois



Era uma vez… Contar histórias para a criança é uma arte. É ótima oportunidade de estreitar os laços familiares e ainda incentivá-la a dar asas à imaginação. É o momento em que a criança percebe que os adultos sentem e pensam como ela.

O hábito de contar histórias é essencial para as crianças aprenderem a elaborar e exercer o raciocínio crítico; desenvolver a criatividade e as suas fantasias. Nada é mais mágico que a imaginação da criança.

Ouvir histórias, essa postura faz com que a criança sinta que está tendo a chance de sonhar acordada. Ao liberar as suas fantasias, a criança compreende o mundo em que habita e aprende a lidar com as suas emoções. Cada personagem apresenta um significado para o desenvolvimento do universo infantil.

leia toda a crônica poética
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Maríntimo, vivas a mais um poema… “Ah…(a)mares XXX!

Äh…(a)mares XXX”



Sento na areia, me aconchego
tua brisa me acolhe

no ar, um raro efeito
passeio, amares
além dos poros


Olha,

o verde já está mais verde
o azul, intenso
ouro agora é amarelo

olha
o branco nos horizonta

na gola do mar
o aroma de nossos sonhos

psiu!
descalços os pés
no repuxo das ondas
a pele em carícias…
… somos liberdade

olha
a feliz idade das mãos

trasparece do cinza
versos sem maresia
… não mais seres do acaso,
sombras habitadas

… e onde o preto se faz eco
nada mais me espanta
te vejo antes de mim
reflito te abraço

- maríntimo-
e me trazes do fim…

Poema de Carmen Silvia Presotto – em mais um poema em contrução, “Ah…(a)mares XXX”.

Eba, e mais um poema retrabalhado, alongado e nesta contrução. Feliz, conto que a caminho do/com o mar, ordeno a poesia em mim, que está aqui, ali, em livros, na Web e agora neste trabalho que teço.

A fotografia é de Ricardo Hegenbart!

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