num domingo a la Joyce



I

Cordas na terra e no ar
Meiga música compõem;
Cordas junto ao rio, lugar
Onde se unem os chorões

Há música pelo rio -
É Amor, vagueando à toa;
Pálidas flores no manto,
Folhas negras em coroa.

Suavíssimo tocando,
A fronte à música pendente,
E os dedos deslizando
Num instrumento.

Poema de James Joyce, p.51, Música de Câmara, Tradução e Introdução Alípio Correia de Franco Neto.

Vídeo:Ronald Augusto
http://poesia-pau.blogspot.com/

poesia no ônibus

Previsão

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A meteorologia
(palavra sem poesia)
avisa: chuva nem pensar,
continuará seco:
o pampa, a serra,
o planalto, o litoral…
a boca, a alma e o corpo,
seguem a previsão:
secos, (coisas do coração).

Haydeé Schlichting Hostin Lima, Poesia no ônibus, 17ª edição.

pensando a Poesia de Gullar com Luís Antônio Giron

Poesia para quê?
por Luís Antônio Giron

Ferreira Gullar, o poeta maior, completa 80 anos. Pena que ninguém leia mais poesia

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A poesia talvez seja a manifestação mais excêntrica da linguagem. Esqueçamos por ora do espírito humano ou da figura do poeta, mera abstração que as teorias de estruturalistas sobre a “morte do sujeito” enterraram nos anos 60. Suponhamos, mal seguindo Michel Foucault, Jacques Lacan e Derrida, que a poesia não passe de um prurido mórbido do código verbal, recalque da “phoné” ancestral, um signo incômodo. Ou, como ensinou o linguista Roman Jacobson, uma reles sobreposição do eixo do significante sobre o do significado. Completa inutilidade. A que vem ela então? A que vem o poeta? Cada escritor tem pronta a sua resposta. Vou tentar dar a minha.

Leia todo o ensaio crítico aqui ou na Revista Época de onde colei esta leitura:http://revistaepoca.globo.com/
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Vidráguas, ao Dia Mundial do Livro Infantil

CENA de RUA: livro de imagens
por Tânia Du Bois


Cena de Rua é o livro infantil de Ângela Lago, de 1994. Sua execução foi pela simpatia para com os meninos de rua. É livro de imagens, não há propriamente uma história. A criança conta a sua história do que está vendo, de acordo com a sua experiência de vida e através da sua criatividade.

Cena de Rua é triste (ou não?), mas real! Ou simplesmente são coincidências da vida? Ou são cenas do cotidiano como a do menino vendendo frutas no trânsito. O cachorro no carro late para o menino, enquanto outro motorista rouba a fruta. A vovó que ali passa, com medo do menino, protege a sua bolsa. O menino triste e só, através da vidraça, admira uma mãe que dá carinho para o filho. O menino cansado senta na rua e come a fruta que divide com o cachorro, que também está sozinho. Ainda com fome, rouba um pacote de dentro de um carro, sai correndo e, ao abrir o pacote, encontra frutas. Sacia a sua fome e volta ao trânsito para vender as restantes. E assim a sua vida retorna novamente às ruas.

“… o nada se descortina como cena / muda e vazia /de esperanças.” (Pedro Du Bois)

Leia toda a crônica-ensaio
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Constelação de Ossos na Palavraria, Vidráguas – mais um livro nas ruas

Psiu! Um beijo a todos que conosco estiveram ao vivo e em pensamento, gracias pelo encontro e seguimos…


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Sigam todos os momentos, vejam mais
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