Uma carta a Ferreira Gullar

Querido Poeta! Era domingo quando a crônica chegou e tuas palavras me deram um tapa no tempo… Sim! Quanto tempo nos permite receber e viver da indenização máxima? Quanto tempo teremos para viver de favores? Quanto tempo teremos para arrumar uma solução para quando chegar a hora? Quanto tempo as musas nos protegerão? E nesse jogo de tempo vamos catando palavras como se catássemos brumas, como se catássemos sereno e como se catássemos rosas vamos sendo os espinhos, a dor ambulante, a descrença andante de toda uma contemporaneidade… Quanto tempo poeta? E Maiakóvski e Woolf e Plath e Artaud e Lispector e tantas outras mãos poetas? Vão seguir nos seguindo, feito fantasmas que esperam respostas de grandes editoras, escutando que Poesia não...

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Potentes Botões

Conversando enter versos, as palavras se encontram. Potentes serão os botões, quando cruzarem com O HOMEM DO BOTÃO. Vidráguas a Quintana que ensina que os versos não são nunca brancos, uns sempre sustentarão aos outros… eis, uma verdadeira reciclagem! tevê, vídeo, mísseis, som TUDO botões móveis de um tempo fixo TUDO passeios aéreos de um olhar solto TUDO imagens inéditas de um real inerte TUDO contorno sutil de um rolo torpe Todos botões desligados à emoção aquecem o MUNDO Todos botões ligados à intenção conduzem ao NADA TUDO possível fio de um espaço vago. Carmen Silvia Presotto ENCAIXES

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O Homem Do Botão

Quando esta velha nave espacial do mundo for um dia a pique Não haverá iceberg nenhum que o explique… Apenas Um de nós, em desespero - como quem se livra de terrível dor de cabeça com uma bala rápida no ouvido - Vai apertar o primeiro botão: Clic! Tão simples… E os mais espertos venderão, A preços populares, arquibancadas na Lua Ou caríssimos camarotes de luxo Para que possam assistir à nossa ÚLTIMA FUNÇÃO O perigo É que a arquibancada desabe Ou que a própria Lua venha a cair no caldeirão fervente. Enquanto isso, Deus que afinal é clemente, Põe-se a cogitar na criação, em outro mundo, De uma nova humanidade –...

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O sonho não terminou…

Nós, há 40 anos, junto com o Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band invadimos as ondas sonoras e feito garotos que amavam os Beatles e Rolling Stones, desfizemos as ingênuas baladas para mostrar ao mundo que caminhando sem lenço e sem documento, éramos felizes, utopicamente felizes… Depois, vieram os passaportes pesados, cor chumbo rajados de ditos duros, onde Vietnam, Hiroxima eram mais do que telas e, novamente, juntos assistimos Hair, O Franco Atirador,entre tantos outros e juntos choramos por amigos que iam e vinham, além de tantos que sumiram, deixando-nos sem nada no bolso ou na mão. Bem, para os rebeldes que queriam mudar o mundo, mudamos… Hoje, Lennon segue em Imagine dando uma chance a Paz, George deve estar nos soprando bons...

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Exposição Reciclar é Viver

Conscientizar é viver além das lembranças.

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Poema XIII

Estrela, eis o teu papel, observar, observar observar o ar…. até parecer-lhe algo produtiva esta ocasião de nada serve ser espectadora sem nada tornar de volta à sua órbita se de tudo que assistir o único que lhe sobre seja o espaço Estrela, a ti o destino lhe reservou uma só melodia “o som da noite” e tão distante som que ao parecer-lhe silêncio lhe parecerá mais distante a palavra Lua eis a lua tua amante que não lhe reservou espaço em sua escuridão Ricardo Hegenbart

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A ausência inconsentida

A presença de Pedro Du Bois com mais um poema, demonstra uma constante lembrança de que morrer em versos é a única maneira de seguir vivo em palavras,assim os versoscoNVERSAM, banhando-se entre tantas respiraçãos. Um abraço e vidráguas à Poesia, obrigada Pedro! Não morri do modo certo como o olhar perdido do músico de cabaré morri mortes perdidas em telefonemas de negócios olhares secos de secretárias adocicadas nos chás tomados nos expedientes adiei minhas morte principais para depois das chuvas e dos ventos e no intervalo dos jogos de futebol esqueci de morrer tantas vezes seria redundante e teria dificuldade para arrecadar pessoas que me carregassem no caixão não morri o suficiente e a noite me encanta com perspectivas escuras de amplitude e...

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Poderia ser simples, but…

Legal, já no sábado, olhar o Caderno Donna ZH de domingo e, através de um par de havaiana rosa, lembrar de Dorival Caymmi cantando:” o mar quando bate na areia é bonito, é bonito, o mar”… e seguindo a imagem feito comando word, chega-se ao futuro anterior com um domingo no sábado, palavras em vinheta: Poderia ser mais simples, matéria que fala à capa ilustrada sobre um movimento por uma vida mais simples. Simples, somos os donos dos tique-taques. Desde folhas de jornais, relógios e bombas, temos o controle. Bem, assim pode ser apenas uma tendência. Sigo a leitura e… Legal o artigo, melhor ainda quando me deparo com um dos meus ídolos: Walden ou A Vida Bosques, escrito em 1854 por Henry Du Thoreau, que além de viver durante dois anos...

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Transplante: a vitória da esperança

Amigos, “os serviços médicos, e o tempo é muito curto para quem está nesta fila de esperança.” Atenciosamente, Lucia Jahn, envia-nos esta notícia. Acho importante tomarmos conhecimento e compartilhar em palavras o que muitos já fizeram com o seu corpo. Quem viveu já sabe a dor de uma espera, outros poderão sensibilizar-se, pois, além de palavras, também somos portadores, transportadores, de sangue a atos que podem salvar muitas vidas. Vidráguas a Vidas Compartilhadas! “Cada dia que eu ganho a mais é uma vitória.” João Carlos Cechella,que há 18 anos vive com coração transplantado Um único doador pode ajudar até dez pessoas. Dez pessoas que podem voltar a enxergar, a andar, a ter projetos, a ter prazer em viver. Para muitos,...

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De Homero ao Griô: Seminário e Tradição… Artes do Pará

Que alegria, poder publicar este Evento, onde estará presente, conversando e palestrando o poeta Vicente Franz Cecim. Vidráguas às Vivas Memórias do Amazonas ao Chuí. Abraços poéticos a Vicente- um grande Griô. Para ler, ampliar, basta um click. O LIBERAL Belém, 17 de maio de 2007 Magazine Palestras A oralidade é a matriz da literatura amazônica, mostra o evento A persistência da oralidade como matriz da literatura amazônica e o percurso da linguagem até se tornar escrita são tema do seminário ‘Oralidade e tradição’, hoje, no auditório do Instituto de Artes do Pará (IAP), com entrada franca. As professoras Amarílis Tupiassu e Yara Cecim discutem o percurso da literatura oral até se tornar escrita, destacando a importância de...

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