julho 31st, 2008 in Poemas, Versos que Conversam | 2 Comments »

Além do gesto, senhora, a importância
decide a vida. Estrangula o choro,
refaz o sentido.
Senhora, o choro retrai
a angústia em restante medo.
Fosse o sono a dedilhar
a corda imensurável da música
de fundo, senhora. O choro
é o carrilhão desabalado do relógio
ao findar da corda.
(Pedro Du Bois, inédito)
meu blog:
http://www.globoonliners.com.br/icox.php?mdl=pagina&op=listar&usuario=5812
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julho 30th, 2008 in Eventos, Receitas de Poetas | No Comments »
Impressões de Nuremberg: Dürer e a cidade.

A cidade bávara de Nuremberg foi um dos centros gráficos da Alemanha desde os séculos XV e XVI.
Lá nasceu e prosperou com sua prensa o maior nome do renascimento alemão, Albrecht Dürer. Ao sabor de quitutes bávaros…
Docente(s): Francisco Marshall, Juliana Corrêa
Data(s) e Horário(s): Dia 31 de julho, quinta-feira, das 12h20min às 13h40min
E à noite:

Mostra de cinema polonês – A dupla vida de Véronique
Weronika e Véronique são duas mulheres idênticas que, embora vivam distantes e não se conheçam, estabelecem uma estranha conexão que interfere em suas vidas. Com A dupla vida de Véronique, premiado pela crítica …
Docente(s): Tiago Halewicz
Data(s) e Horário(s): Dia 31 de julho, quinta-feira, às 20h
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julho 29th, 2008 in Eventos, Poemas, Versos que Conversam | No Comments »
O escritor e produtor cultural Luiz Coronel, Diretor da Agência Matriz, na sequência das palestras em realização no ano em curso, estará no Instituto Fernando Pessoa, abordando o tema “Fernando Pessoa e outras Pessoas,”com enfoque na poética do mestre português e também nas obras de Erico Veríssimo,Mario Quintana,Guimarães Rosa e Machado de Assis.
Os autores brasileiros foram dicionarizados em obras de vulto editadas pelo palestrante e equipes de doutores e mestres,para a Cia.Zaffari. A palestra se organiza em torno de textos dos autores mencionados.
Instituto Fernando Pessoa.
Endereço: Rua Mariante, Nº 356.
Data: 30/07/08 Horário: 10h
Então, amanhã bem despertos seguiremos conVersando, pois…
entre Outros seguirá o canto…
Entre o sono e sonho,
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.
Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.
Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.
E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre -
Esse rio sem fim.
Fernando Pessoa, 11-9-1933
Em nome do Site Vidráguas, abraço ao Poeta para agradacer a todos pela carinhosa lembrança deste encontro!!!
Carmen Silvia Presotto
julho 29th, 2008 in Poemas, Versos que Conversam | No Comments »

Seu pescoço, afagava-me entre as pérolas.
Enquanto o vento beija o espelho,
sob uma apertada roupa, embalo seu sopro ao tempo.
Estrias do momento
sou pele
sou imagem
sou o corpo
que, na esquina do armário, agora escorre…
Helena Sosa
julho 28th, 2008 in Poemas, Versos que Conversam | No Comments »
“Há mais eus do que eu mesmo”
Fernando Pessoa

Tempo de Escritura
Nascimento e morte!
Os demais são marcas do visto, do sentido ou do relógio.
Todos… ponteiros sinalizadores de momentos, sonhos e ilusões.
Desassossegos me acusam
:
Há mais eus do que um mesmo,
encontrando vidas nunca imaginadas.
Vidas de sombras…
de esquinas.
Vidas tantas que não caibo mais em meus tecidos.
Daí, esse corpo dilacerado!
Ele e eu sempre pensamos existir em apenas uma alma.
Pequena?
Mas, apenas uma…
Suportável?
Mas vestindo dedos, pés, mãos, pernas e braços, adornados por um coração pulsante e uma mente que de tantas buscas quedou num espaço invisível onde transbordam mundos além dos pólos.
Mundos enrugados…
camuflados.
Escondido por dobras, víceras e tais…
Muros que se apresentam da tela real.
Momentos feito fantasmas
que driblam uma ingênua criança
impossibilitando-a de querer acordar no amanhã.
Desnaturada, a pequena criatura, perde seus hojes do caminho.
Apavorada, fecha suas janelas…
Suplicante, adormece na noite para que o dia sobreponha-se ao Sol
estrela fulgurante
que lhe abrirá o perdido presente.
Pede a cada lua um novo sol…
e a cada beijo um novo despertar.
De dois momentos vividos, apenas lhe restará um.
Assim é o espaço…
assim é a vida!
Onde um nasce
um outro morre
e surge o novo, feito Fênix Universal
Cinzas mágicas do tempo que faíscam despertares na existência.
Mágicos renascimentos… verdes pílulas.
Tempo de viver, tempo de escritura!
Carmen Silvia Presotto