Archive for julho 9th, 2008

Se Ela pode, sempre poderá a Poesia…

Vidráguas a Machado de Assis!!!
Machado_de_Assis
Fonte da Imagem:http://orbita.starmedia.com/~wlad/Image2.jpg

Hei!!!

Vocês sabiam, que a primeira publicação de Machado de Assis foi um poema?
Sim! Ele, justo ele – O Imortal Escritor – tinha 16 anos, em 12/1/1855, quando Ela, seu primeiro poema publicado, sai nas páginas do Jornal Marmota Fluminense

ELA

Seus olhos que brilham tanto,
Que prendem tão doce encanto,
Que prendem um casto amor
Onde com rara beleza,
Se esmerou a natureza
Com meiguice e com primor

Suas faces purpurinas
De rubras cores divinas
De mago brilho e condão;
Meigas faces que harmonia
Inspira em doce poesia
Ao meu terno coração!

Sua boca meiga e breve,
Onde um sorriso de leve
Com doçura se desliza,
Ornando purpúrea cor,
Celestes lábios de amor
Que com neve se harmoniza.

Com sua boca mimosa
Solta voz harmoniosa
Que inspira ardente paixão,
Dos lábios de Querubim
Eu quisera ouvir um -sim-
P’ra alívio do coração!
Vem, ó anjo de candura,
Fazer a dita, a ventura
De minh’alma, sem vigor;
Donzela, vem dar-lhe alento,
“Dá-lhe um suspiro de amor!”

Fonte:http://taisluso.blogspot.com/2008/01/machado-de-assis-poema-ela.html
Um abraço Tais, parabéns pelo site e obrigada por compartilhar créditos e colocar mais Poesia nas ruas…

E não esqueçam, amanhã, sexta e sempre, é dia de brindar encontros com Poesia e Machado de Assis com o Professor Luis Augusto Fischer, no StudioClio. Compartilhem desta programação e agendem-se…

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Yeda Leda…

mulher
Créditos da Imagem:
Nome da Obra: Mulher
Autor: Di Cavalcanti

Yeda Leda

Ela ficou grande
ficou pequena
tornou-se apenas
uma mulher.

Arregaçou as mangas
entrou na luta
de uma disputa
descomunal.

Não tinha sonhos
o tempo era escasso
e o que lhe sobrava
era o bagaço social.

Não lamentava
alimentava o riso
pois era preciso
não naufragar.

Nas desigualdades
driblava os egos
que não havia outro jeito
para respirar.

Mudar de lado
ou a sorte grande
são descalabros
de uma mente jovial
que do outro lado
o mar de delícias
pícaras malícias
de dissolutos vendavais.

Yeda Leda
sempre botava a mesa
na única certeza
de que tudo vai passar.

Américo Conte