Archive for julho 19th, 2008

Ao dia internacional do amigo, Vidráguas…

À_Sophia
Com este olhar e um poema, desejo a todos: muita amizade, carinho, amor de construção e bom final de semana…

Carmen Silvia Presotto

O Fenômeno Jorge Drexler…

Em Zero Hora de hoje, Caderno Cultural, lemos notícias que seguem esquentando O Festival de Inverno dos gaúchos…
E não é que o Cantor uruguaio Jorge Drexler, confirma que Todo se Transforma, além de um fenômeno químico, prova que com Horas, em um ‘ratito de minutos’, rapidamente, também é capaz de nos aproximar da teoria quântica para lotar dois espetáculos, amanhã e segunda-feira, no Teatro do Bourbon Country?

E para quem ainda não comprou o CD- Cara B, segue um prólogo que, mais do que um convite, é uma invocação poética musical…

capa do cd cara B Jorge Drexler

“Para que haya una Cara A, tiene que haber una B.
La alternância es la madre de toda vida, belleza y señal.
Una verdad repetida mecánicamente se vuelve una mentira.
Un faro guia también cuando no ilumina.
No hay un átomo que no sea itinerante.
No hay uma molécula eternamente constituída.
No hay vida sin vuelta
ni vuelta sin ida.
Y dos cosas iguales no hay,
sólo parecidas.

Un repertorio es un ser vivo: se queda quieto y es un ser muerto.
Un concierto también es um ser vivo, único y efímero.
En el caso de este disco, fueron 7 conciertos, desarrollados en 7 organismos de entre
600 y 800 células cada uno.
El sistema nervioso central de um concierto está en la mesa de sonido y luces y los
impulsos trancuerren por um cable muy groso que atreviesa la sala por la mitad,
distribuyendo cables más pequeños hacia los micrófonos y los focos.
El silencio es el alimento de un concierto y el piloto automático su depredador.
Esse ser vivo tiene un ciclo vital de unas 12 horas.
Alredor del mediodía es ensamblado por um equipo dirigido por Víctor, Matías,Campi
y Miquel, junto con gente de cada teatro y de la productota local. ( Previamente tuvo
3 meses de gestación em la oficina de Morgan).
Durante la prueba de sonido, a media tarde, llego yo y comienzo los ensayos. Lo que
sería su adolescencia, donde apenas simula reproducirse.
Pero el desarrollo más espectacular se da sobre las 21:00 horas, donde, convocados por una serie de señales distribuidas por el hábitat circundante ( mensajes escritos em carteles y periódicos, sonidos e imágenes tele transportados y a veces por inoculación directa, célula a célula) llegan ustedes y se prestan a dar vida a algo recíproco y por tanto impredecible.
El estro ( le dicen también concierto em sí) dura unas 2 horas, pero como todo trance, su percepción temporal es sumamente engañosa.
Poco antes de la medianoche ya pocos rastros de lo que allí sucedió: unos grados más de temperatura en la sala vacía, un papel arrogado em el piso, algunas marcas en las cuerdas de una guitarra, un traje ajado en una percha y algo de vapor condensado en las ventanas superiores de un teatro.
Los rastros en el ecosistema local sin enbargo – los carteles en los alredores de Barcelona en este caso – pueden tardar semanas en desdibujarse.
A veces una parte de lo que sucedió ( no necesariamente la más importante) se registra en forma de uno y se encapsula en discos de plástico que luego se distribuyen como esporas y quedan latentes, esperando que una escucha las vuelva a la vida.
Tiene uno de esos discos en tu mano.”

Jorge Drexler
Madrid, 19 de febrero de 2008

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Na tela branca está toda a diversidade…

BRANCO
tela branca
Alvo da investigação
miro o corpo
e atravesso as cores
onde se esconde.

Branco: o susto invade
o dia sem segredos.

Observo o olho semicerrado
com que a arma mira
o condenado.

Branco: a memória cede espaço
ao presente. O tiro parte.

Olho o alvo investigado
na constância do pecado.

Branco: intercalada cor
sem novidade.

(Pedro Du Bois, inédito)

É Pedro, na invisibilidade do branco está a diferença, a poesia, que atravessa fronteiras para colorir o mundo com todas as matizes da tolerância, da amizade…

Por isso, os versos conversam e se encaixam…

retrato preto no branco

E surge

MONOTONIAS…

rosa_branca

Se não fosse o preto
essa tela monocromática
não produziria os negativos

A vida seria como ela é

Retratos branco no preto
Sem nada a colorir
tudo seria fotografias (e colagens…)

Carmen Silvia Presotto, Encaixes, Vidráguas.

BOSSA CINQUENTONA E AS BOS… NOVAS

Segunda-feira à noite, 14 de julho, deitado no sofá tive a péssima idéia de “zapear” os canais de minha tevê quando, para infelicidade minha, paro bem ali no programa SUPERPOP, onde vejo a apresentadora Luciana Gimenes com seus “convidados especiais” dançando ao som de FUNK: Mc Créu, Caroline Miranda – a sobrinha virgem da Gretchen, Sharon Axé Moi, Mulher Jaca, Mulher Moranguinho, Mulher Melão, enfim, uma verdadeira salada de frutas de que nada se aproveita ou desfruta. Veja só a profundidade das letras das músicas: “Tá aumentando mané! Créu, créu, créu, créu!” (Dança do Créu); “Não é cavalo, não é égua / Não é porco, não é porca / De quem eu tô falando? / Eu tô falando da minhoca!” (Dancinha da Minhoca); “Não quero perder o selinho, eu só quero dar beijinho…ai minha tia não vai gostar.” (Meu Selinho); e, para afundar de vez a minha noite, “Eu disse ado-a-ado! / Cada um no seu quadrado! / Ado-a-ado! / Cada um no seu quadrado!” (Dança do Quadrado).

Bem-feito pra mim!

Quem mandou inventar em pleno ano em que se comemoram os 50 anos da Bossa Nova! Outros valores, outros tempos, bem distantes dos dias de hoje. Tempos de canções com ritmo, melodia, harmonia e letras belíssimas, uma inquestionável revolução na história da música popular brasileira encabeçada no Rio de Janeiro por três grandes e ilustres conhecidos: o poeta Vinícius de Moraes, o compositor Antonio Carlos Jobim e o violonista e cantor João Gilberto. Ícones de poesia, musicalidade e mensagens ímpares, como se ouve e vê em na composição Chega de Saudade: Os abraços hão de ser milhões de abraços / Apertado assim, colado assim, calado assim / Abraços e beijinhos, e carinhos sem ter fim / Que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim / Não quero mais esse negócio de você longe de mim…”, entre outras preciosidades que influenciaram compositores, músicos e arranjadores do mundo inteiro, como Desafinado, Garota de Ipanema, etc. Incomparável, não é mesmo! Ainda bem que tive opção de escolha! Escolhi por desligar rapidinho a tevê e ligar mais que rapidamente meu aparelho de cd para ouvir alto e bom som o que se chama realmente de música. Viva a cinquentona, mas enxuta, Bossa Nova, abaixo as bos… novas!


Geraldo Trombin é publicitário e Membro do Espaço Literário Nelly Rocha Galassi

Um abraço Geraldo, gracias por + esta crônica compartilhada com Vidráguas!!!

Carmen Silvia Presotto