Na tela branca está toda a diversidade…
BRANCO

Alvo da investigação
miro o corpo
e atravesso as cores
onde se esconde.
Branco: o susto invade
o dia sem segredos.
Observo o olho semicerrado
com que a arma mira
o condenado.
Branco: a memória cede espaço
ao presente. O tiro parte.
Olho o alvo investigado
na constância do pecado.
Branco: intercalada cor
sem novidade.
(Pedro Du Bois, inédito)
É Pedro, na invisibilidade do branco está a diferença, a poesia, que atravessa fronteiras para colorir o mundo com todas as matizes da tolerância, da amizade…
Por isso, os versos conversam e se encaixam…

E surge
MONOTONIAS…
![]()
Se não fosse o preto
essa tela monocromática
não produziria os negativos
A vida seria como ela é
Retratos branco no preto
Sem nada a colorir
tudo seria fotografias (e colagens…)
Carmen Silvia Presotto, Encaixes, Vidráguas.
fevereiro 7th, 2010 at 8:28
adorei… é artista… isso vê-se… eu sou mera admiradora da arte… mas penso que a verdadeira arte está nos olhos de quem a vê