O Fenômeno Jorge Drexler…

Em Zero Hora de hoje, Caderno Cultural, lemos notícias que seguem esquentando O Festival de Inverno dos gaúchos…
E não é que o Cantor uruguaio Jorge Drexler, confirma que Todo se Transforma, além de um fenômeno químico, prova que com Horas, em um ‘ratito de minutos’, rapidamente, também é capaz de nos aproximar da teoria quântica para lotar dois espetáculos, amanhã e segunda-feira, no Teatro do Bourbon Country?

E para quem ainda não comprou o CD- Cara B, segue um prólogo que, mais do que um convite, é uma invocação poética musical…

capa do cd cara B Jorge Drexler

“Para que haya una Cara A, tiene que haber una B.
La alternância es la madre de toda vida, belleza y señal.
Una verdad repetida mecánicamente se vuelve una mentira.
Un faro guia también cuando no ilumina.
No hay un átomo que no sea itinerante.
No hay uma molécula eternamente constituída.
No hay vida sin vuelta
ni vuelta sin ida.
Y dos cosas iguales no hay,
sólo parecidas.

Un repertorio es un ser vivo: se queda quieto y es un ser muerto.
Un concierto también es um ser vivo, único y efímero.
En el caso de este disco, fueron 7 conciertos, desarrollados en 7 organismos de entre
600 y 800 células cada uno.
El sistema nervioso central de um concierto está en la mesa de sonido y luces y los
impulsos trancuerren por um cable muy groso que atreviesa la sala por la mitad,
distribuyendo cables más pequeños hacia los micrófonos y los focos.
El silencio es el alimento de un concierto y el piloto automático su depredador.
Esse ser vivo tiene un ciclo vital de unas 12 horas.
Alredor del mediodía es ensamblado por um equipo dirigido por Víctor, Matías,Campi
y Miquel, junto con gente de cada teatro y de la productota local. ( Previamente tuvo
3 meses de gestación em la oficina de Morgan).
Durante la prueba de sonido, a media tarde, llego yo y comienzo los ensayos. Lo que
sería su adolescencia, donde apenas simula reproducirse.
Pero el desarrollo más espectacular se da sobre las 21:00 horas, donde, convocados por una serie de señales distribuidas por el hábitat circundante ( mensajes escritos em carteles y periódicos, sonidos e imágenes tele transportados y a veces por inoculación directa, célula a célula) llegan ustedes y se prestan a dar vida a algo recíproco y por tanto impredecible.
El estro ( le dicen también concierto em sí) dura unas 2 horas, pero como todo trance, su percepción temporal es sumamente engañosa.
Poco antes de la medianoche ya pocos rastros de lo que allí sucedió: unos grados más de temperatura en la sala vacía, un papel arrogado em el piso, algunas marcas en las cuerdas de una guitarra, un traje ajado en una percha y algo de vapor condensado en las ventanas superiores de un teatro.
Los rastros en el ecosistema local sin enbargo – los carteles en los alredores de Barcelona en este caso – pueden tardar semanas en desdibujarse.
A veces una parte de lo que sucedió ( no necesariamente la más importante) se registra en forma de uno y se encapsula en discos de plástico que luego se distribuyen como esporas y quedan latentes, esperando que una escucha las vuelva a la vida.
Tiene uno de esos discos en tu mano.”

Jorge Drexler
Madrid, 19 de febrero de 2008


Fontes:
Cd Jorge Drexler, En Concierto
Jornal Zero Hora, Caderno Cultural, porto alegre 19 de julho de 2008.

Jorge Drexler fará amanhã (às 22h) e segunda-feira (às 21h), no Teatro do Bourbon Country, os shows mais disputados do 3º Festival de Inverno de Porto Alegre. O cantor e compositor uruguaio está divulgando seu novo álbum, Cara B, que combina sucessos, novidades, releituras e ruídos gravados entre a própria platéia dos shows – e o gaúcho Vitor Ramil será o convidado especial.

Postos à venda ontem pela manhã, os ingressos para o show extra de amanhã terminaram em cerca de uma hora – a sessão de segunda-feira já estava esgotada. Contente com a popularidade, Drexler falou a Zero Hora por telefone (às vezes, em português) desde Barcelona, na última quinta-feira. Confira trechos:

Zero Hora – Os ingressos para um de seus shows se esgotaram em questão de horas. Como você se sente com essa popularidade?

Jorge Drexler – Sinto-me em casa no Rio Grande do Sul inteiro, é evidente a familiaridade entre os gaúchos e os uruguaios. Todo o território conjunto da milonga e do mate salta sobre as fronteiras, como os pássaros. Com a expansão mundial do idioma espanhol, o Rio Grande do Sul está bem situado para fazer a ponte entre as Américas espanhola e lusa.

ZH – O que você vê de semelhante entre a Espanha e a Ilexlândia (nome que Drexler dá à região que compreende o pampa gaúcho, uruguaio e argentino)?

Drexler – Vejo mais conexão entre Espanha e Uruguai do que entre Espanha e França, por exemplo. A Europa tem homogeneidade política e econômica, mas os países são muito diferentes. Em compensação, nós (latino-americanos), que somos muito mais parecidos, temos nossos pequenos egos inflados e não conseguimos essa integração política.

ZH – Você já definiu sua música como um funil no qual entram muitos elementos, mas de onde só sai milonga. Não é simplista demais?

Drexler – Eu me referia às minhas interpretações de outros artistas. Meu espectro interpretativo é mais limitado, minha voz é pequena. Mas a arte é uma disciplina qualitativa, e não quantitativa. Minha voz é pequena, mas não necessariamente má (risos).

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