A bunda, que engraçada

Foto: Debra McClinton, Marlee 2. A bunda, que engraçada Carlos Drummond de Andrade A bunda, que engraçada. Está sempre sorrindo, nunca é trágica. Não lhe importa o que vai pela frente do corpo. A bunda basta-se. Existe algo mais? Talvez os seios. Ora – murmura a bunda – esses garotos ainda lhes falta muito que estudar. A bunda são duas luas gêmeas em rotundo meneio. Anda por si na cadência mimosa, no milagre de ser duas em uma, plenamente. A bunda se diverte por conta própria. E ama. Na cama agita-se. Montanhas avolumam-se, descem. Ondas batendo numa praia infinita. Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz na carícia de ser e balançar Esferas harmoniosas sobre o caos. ...

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Dente de leite…

Um néctar goteja macio no tempo. Lá fora, escuta-se o barulhos de outros leites, borbulhando entre os cascos dos cavalos. Chega o leiteiro! Exatamente, no horário marcado, ele revela o subir de algumas cortinas, para que os olhos das casas acordem. E enquanto o precioso líquido vai sendo colocado à fervura, aproxima-se um cheirinho de massa recém tirada do forno. Aos poucos, vão chegando os olhos vestidos. Alguns já bem abertos, outros, ainda remexidos pela noite espreguiçam-se em busca de alguma novidade. Toca a sirene do Frigorífico, e em seguida o sino da Matriz. Mais janelas se abrem. Umas tentam alcançar a merenda ao filho atrasado, outras já estão com travesseiros expostos ao sol e de outras, simplesmente, se escuta: bom dia, como foi a...

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