Corpo habitado

Foto: Bill Durgin, Figurations. Corpo habitado Eugénio de Andrade Corpo num horizonte de água, corpo aberto à lenta embriaguez dos dedos, corpo defendido pelo fulgor das maçãs, rendido de colina em colina, corpo amorosamente humedecido pelo sol dócil da língua. Corpo com gosto a erva rasa de secreto jardim, corpo onde entro em casa, corpo onde me deito para sugar o silêncio, ouvir o rumor das espigas, respirar a doçura escuríssima das silvas. Corpo de mil bocas, e todas fulvas de alegria, todas para sorver, todas para morder até que um grito irrompa das entranhas, e suba às torres, e suplique um punhal. Corpo para entregar às lágrimas. Corpo para morrer. Corpo para beber até ao fim – meu oceano breve e branco, minha secreta embarcação, meu...

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Temores

Filha do mundo Olhos sobre o universo Temores antigos Separatismos Sepultamentos eternos Pele sulcada a fogo Meus temores esfriam… esfriam… esfriam… e esfriam! Carmen Silvia Presotto, Dobras do Tempo.

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