março 27th, 2009 in Crônicas, Eventos, Poemas | No Comments »
“Sou uma mulher madura
que às vezes anda de balanço
sou uma criança insegura
que às vezes usa salto alto
sou uma mulher que balança
sou uma criança que atura”

E
O amor nos tempos de hoje
por Martha Medeiros
Na era dos entusiasmos superficiais, ficou até cafona se falar em amor e demais palavras correlacionadas. Beijo no coração? Tenha piedade.
Da televisão, ele sumiu, evaporou. A Internet ele nunca chegou a frequentar. Nas páginas de revista, faz tempo que não dá as caras. Foi trocado pela paixão instantânea e pelo sexo ocasional. Estou falando do amor, lembra dele? Pois é, foi escorraçado da mídia.
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março 27th, 2009 in Crônicas, Eventos, Poemas | 2 Comments »
VIADEIRO BORGES DE MEDUTO
Progresso e oportunidade
novo caminho: centro ao bairro
viaduto de cartão postal
brincadeiras em suas escadarias
(risos na inversão das letras).
Pétrea testemunha
do crescimento imóvel
na passagem das gerações.
Pedro Du Bois em Casa das Pedras.

CECÍLIAS
por Pedro Du bois
As cecílias fecharam seus cadernos onde registravam, não em forma de diário, mas diariamente, seus poemas. Às cecílias é dado o direito e o poder de registrar poemas, trançando entre todos – se um dia pudessem ser reunidos – o que chamamos de poesia. Mas, na seqüência do que foi escrito, as cecílias haviam fechado seus cadernos, como gesto de abandono ou de desistência. Se as cecílias não mais escrevessem seus poemas e não os deixassem registrados em seus cadernos, a poesia sumiria das nossas vistas e nossas vidas não teriam mais a magia decorrente.
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