Archive for abril, 2009

o prazer do difícil

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Foto: Jeff Bark, 2007.

O PRAZER DO DIFÍCIL
William Butler Yeats
Tradução: Augusto de Campos

O prazer do difícil tem secado
A seiva em minhas veias. A alegria
Espontânea se foi. O fogo esfria
No coração. Algo mantém cerceado
Meu potro, como se o divino passo
Já não lembrasse o Olimpo, a asa, o espaço,
Sob o chicote, trêmulo, prostrado,
E carregasse pedras. Diabos levem
As peças de teatro que se escrevem
Com cinqüenta montagens e cenários,
O mundo de patifes e de otários,
E a guerra cotidiana com seu gado,
Afazer de teatro, afã de gente,
Juro que antes que a aurora se apresente
Eu descubro a cancela e abro o cadeado.



THE FASCINATION OF WHAT’S DIFFICULT

The fascination of what’s difficult
Has dried the sap out of my veins, and rent
Spontaneous joy and natural content
Out of my heart. There’s something ails our colt
That must, as if it had not holy blood
Nor on Olympus leaped from cloud to cloud,
Shiver under the lash, strain, sweat and jolt
As though it dragged road-metal. My curse on
[ plays
That have to be set up in fifty ways,
On the day’s war with every knave and dolt,
Theatre business, management of men.
I swear before the dawn comes round again
I’ll find the stable and pull out the bolt.

meio tom em sintonia de Leminski, um poema, um Sr. Livro e ave Poesia!

Sintonia para pressa e presságio
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Escrevia no espaço.
Hoje grafo no tempo,
na pele, na palma, na pétala,
luz do momento.
Sôo na dúvida que separa
o silêncio de quem grita
do escândalo que cala,
no tempo, distância, praça,
que pausa, asa, leva
para ir do percalço ao espasmo.

Eis a voz, eis o deus, eis a fala,
eis que a luz se acendeu na casa
e não cabe mais na sala.

Paulo Leminki - Os Cem melhores Poemas Brasileiros do Século – pg.279. Organização Italo Moriconi-Editora Objetiva


Psiu!
Leiam mais sobre Leminki e também a resenha TEMPO: A MELHOR MEDIDA É A DA POESIA, por Tânia Du Bois
no site Meio Tom.


Amigos, gracias pela citação de Vidráguas rumo a mais poesia…

boNeco, bomNix msn…

mensagem
simulações
e no ar,
tantas palavras querendo viver

impressões remotas
que ao sair da memória
voam

estado,
estar
em ser,
dedos, inclinações de um falar

às vezes, ausentes
noutras, em linha
noutras garfos de almoço, garras de telefones ocupados
e no pior estado:
foraDelinha!

formatademente isolado
ilhado
entre cartas
a cartões que delimitem espaços
hoje proclamo:
bonequear, um novo verbo na cartilha,
nova realidade jogando dígitos com teclas
para que o amanhã da Manhã seja sempre infinitivo…

E ser verbo, ser substantivo, ser adjetivo são sereres de não ser,
um boneco a jogar com o tempo,
nada mais que um vento ao sol
apenas vento,
do furaCão
palavras perdidas no abismo
que ao rescutar o próprio coração escuta a canção do mar
abraça o tudo…

ser bom eco é estar além do ar,
é tocar a estrela de outros universos,
de restos et-intre-galáxicos,
dicionários sem léxico,
letras presas de prender o que não se pode:
um tempo impossível existe
além do grampo ou da presilha do cabelo,
há escutas que fazem chuvas
granizo
e suco que somente o homem bebe
:
palavras,frases, versos, textos, Livros!!!

Carmen Silvia Presotto

entre rios, Sena e Guaíba, poema de um Sr.Livro

Entre o Sena e o Guaíba
por Alcy Cheuiche
antologia-poetica-alcy-chuiche

Entre o Sena e o Guaíba
gestei a minha poesia
Junto ao Sena fui boêmio
Junto ao Guaíba, menino
Entre os dois rios tão distantes
vivi os sonhos errantes
de uma alma em formação
No Sena bebi cultura
no Guaíba, inspiração
Trago os dois rios no meu corpo
sem misturar suas águas
No Sena lavou o rosto
nossa História Universal
Guaíba é o sangue da terra
dourado de pôr-do-sol.

Leiam mais sobre a Biografia deste autor
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desvendando a história da África, um livro de José Rivair Macedo

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