vidráguas a Xico Stockinger…
Morreu neste domingo, aos 89 anos, em sua casa na zona sul de Porto Alegre, o escultor Xico Stockinger.

Em cada escultura
um beijo soldado
amor
dor
E

entre nuvens
poetas em linhas abertas
hoje, aguardam tuas mãos de argilas, ferro e madeira, querido Xico!, para juntos cactuarem aos céus…
Austríaco naturalizado brasileiro, nascido em Traun, na Áustria, em 1919, Francisco Alexandre Stockinger criou-se em São Paulo e iniciou-se na escultura no Rio de Janeiro. Conviveu ali com personagens fundamentais na fixação da arte moderna no Brasil: Di Cavalcanti, Milton Dacosta, Maria Leontina, Iberê Camargo. Transferiu-se para Porto Alegre nos anos 1950.
Estava entre os fundadores do Atelier Livre da prefeitura da capital gaúcha e foi um dos primeiros diretores do Margs. Depois de ter construído obra importante em xilogravura, ganhou projeção nacional com seus guerreiros em ferro e madeira, que costumam ser associados com a resistência à ditadura militar.
Xico foi aviador, meteorologista e diagramador de grandes veículos da imprensa nacional. Também colecionava cactus (é responsável pela identificação de pelo menos duas novas espécies).