Archive for abril 19th, 2009

simplesmente susan boyle, transfroma

Nem sempre tudo será o que não nos parece
por Carmen Silvia Presotto
cia_letras_patinhofeio1
É, por isso,
MUDANÇAS…

A imagem inquietava os espelhos corredores, espectraDores?!. No entanto, Susan, ao assombrar uma triste rotina, aquela de sempre e mesma cara, ela chega: Maldita!
Cliquem no link abaixo e vejam o vídeo do youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=xRbYtxHayXo

É!
Agora em seu lugar, há rastros da risíveis mudanças…Pois no ar, está um raro efeito, uma voz viva e enérgica a nos despertar a mais amanhãs.

É! Caros amigos, bom domingo, pois é, agora cofesso que vou reler Os Contos de Hans Christian Andersen e irmãos Grimm, principalmente, Patinho Feio e O Dinheiro das Estrelas.

Por fim um Lembrete, um execelente início de semana porque sabemos que todo dia é dia de Livros, but nesta Semana do Sr. Livro, desejamos compartir novasIdades, portanto nos sigam, leiam, critiquem e a todos Vidráguas!!!

Para ver o video em alta definição, visite http://talent.itv.com/videos/video/item_200081.htm

títulos por quem faz, um ensaio, rumos à semana do Sr. Livro

Títulos
por Charles Kiefer
tituloslivros

Não há escritor que não se debata com a difícil questão dos títulos de suas obras, sejam elas poemas, crônicas, contos, novelas ou romances. O título faz a primeira ponte com o mundo, é o primeiro gancho de interesse, a primeira luz do farol no nevoeiro. A obra está lá, enrodilhada em si mesma, mas escondida, e é preciso uma etiqueta, um visgo ou um guizo para que ela seja percebida pelo possível leitor. Nesse instante, o autor defronta-se com uma questão ética – ser fiel a si mesmo e à obra, ou a esse fátuo e imponderável leitor.

O leitor é uma abstração. Só existe em potência. Cada uma das partes envolvidas no processo de criação e produção do livro idealiza um leitor. Assim, há o leitor ideal do autor, como também há o leitor ideal do editor, do distribuidor, do livreiro. E lá no final do processo, há o leitor real, raro e esquivo, soterrado sob uma avalanche infinita de títulos. Vigiando a todos, como uma esfinge hierática e fatal, sorri o Mercado, esse deus insaciável, que controla o Portal da Cidade do Livro e que deseja títulos vistosos, agradáveis, comerciais.

Mas, às vezes, a obra – inteira e autônoma – recusa-se a essas vestimentas carnavalescas, não querendo chamar tanta atenção sobre si mesma. Indeciso diante do enigma, o autor só tem duas opções: deixar a matéria gerar o próprio nome ou fazer aderir um nome qualquer à matéria. Que ouvido sutil há de ter o autor para captar o murmúrio da obra! Que espírito pragmático há de ter o autor para etiquetar, sem nenhuma angústia, o que acabou de produzir!

Edgar Alan Poe dizia que um título deve prenunciar tudo o que uma obra contém. Mas Poe, nós sabemos, estava pensando no consumidor, estava ajudando a construir uma ética para as relações comerciais – se vendo um produto, ele deve ser honesto; não é justo vender-se gato por lebre. E foi com esta visada pragmática que ele criticou duramente o título genial de Nathanael Hawthorne, Twice Told Tales! Ou terá sido por despeito?

Gabriel Garcia Marques optou por ser absolutamente honesto e fiel ao espírito da própria obra, intitulando uma novela de assassinato e paixão de Crônica de uma morte anunciada. Talvez um dos maiores achados na história dos títulos. E um dos melhores exemplos de que o único caminho para um escritor é a radicalidade, a coerência e a fidelidade à própria obra. Absolutamente fechada em si mesma, ela se encarregará de dar o bote sobre o leitor, conquistando-os aos milhares. Ou adormecendo, mofada, nos estoques das distribuidoras.

Se a palavra efetivamente tem poder, se nomes condicionam destinos, os escritores devem se preocupar seriamente com os títulos de seus livros, como os pais com os nomes de seus filhos. Mas, se a palavra é um mero signo, se ela simplesmente se cola às coisas, na inútil tentativa de dar-lhes uma significação, é melhor que eles não resistam ao canto de sereia do Mercado. A estes últimos, no entanto, é necessário lembrar que um bom título não salva um mau livro, mas um mau título pode prejudicar um bom livro.

Saibam mais, leiam, intitulem-se de palavras plenas em:
http://oficinaliterariacharleskiefer.blogspot.com/
http://charleskiefer.blogspot.com/

dia do amigo, ontem, hoje e sempre…

“O QUE VALE É A AMIZADE”
por Tânia Du Bois
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(Tela de Tarsila do Amaral)

“Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito…”
(Milton Nascimento)

Resgato a saborosa lembrança de uma passagem na vida de um amigo, com as circunstâncias em que aconteceram…
A amizade é boa, mas tem momentos em que só atrapalha… Em sua mocidade, na primeira vez em que Luís saiu com a sua “paquera”, foram almoçar num restaurante com música – piano – ao vivo. Lugar aconchegante, próprio para conversarem e se conhecerem melhor. Tudo estava tranquilo até o momento em que seu amigo chegou ao local. Foi até eles, puxou a cadeira, sentou-se e começou a conversar.
Em vez de poder conversar com ela, ficaram ouvindo as histórias e as novidades trazidas pelo bom amigo. Em cada troca de olhares, mais inconformados ficavam, e ela com cara de tédio.

“… Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades”. (Chico Buarque)

Mesmo assim, isso não levou Luís a perder o afeto pelo amigo. Ele sempre lhe foi muito próximo e tinha liberdade para se juntar a eles. Acredito que amigos possam ter essa intimidade, sem alterar ou abalar o relacionamento (as vezes, atrapalha…). Amizade é relação preciosa para se perder por causa de um mal-entendido.
Amigo é aquele que compartilha intimamente da nossa maneira de pensar e sentir a vida. A sensação de prazer é enorme quando somos correspondidos, exatamente, no que estamos dizendo. Mas, não é maior que conversar com a nossa “paquera”. Gostar de um, não significa deixar de gostar do outro.
Muitas relações começam com a amizade, podendo passar para o namoro e até chegar ao casamento. Segundo Flávio Gikovate, “a idéia de que o amor é uma coisa muito mais rica do que a amizade é, a meu ver, antiga”.
Algum tempo depois, Luís pediu a sua “paquera” em casamento, e o escolhido para apadrinhar a união foi aquele amigo que atrapalhou o primeiro encontro deles.

“O que vale é a amizade, foi sempre o que a gente fez, por essa amizade eu faço tudo outra vez…” (Lennon & McCartney – versão de Paulo C. Pinheiro).

Psiu!
Tânia, querida amiga e companheira de cartas, crônicas e escritos, era para ser ontem, porém como mãos que escrevem sabemos que todo dia é dia do amigo, do Livro, do índio e do amor à Escritura.
Um abraço carinhoso e gracias pela sempreCompanhia.
Tita-
Carmen Silvia Presotto