maio 3rd, 2009 in Poemas, Versos que Conversam | 2 Comments »

Tela de Matisse
A obviedade do navio singra
etapas cartográficas e o destino
trança memórias. O porto
não alcançado na falta de notícias.
Águas encobertas
o navio segue o trajeto
produzido ao calar
das ondas. O retorno
em profundezas intocadas
ao mundo estelar
do corpo. Areias
suficientes. Vidas insuspeitas
afundam o óbvio sentido
da retirada.
Pedro Du Bois, inédito
Read more »
maio 3rd, 2009 in Poemas, Versos que Conversam | No Comments »
TODOS SÃO MENINOS
Meninos da minha cidade
São extensa de minha vida
Meu pai e minha mãe em seus retratos
Meus avós na memória
meus irmãos pequeninos
meus filhos, meus netos
Pelas praças, sob o sol sorrio com seu sorriso
nas ruas, no frio, pombas invernais
tremo por eles e choro sua fome
Quisera aquecer suas mãos em minha alma
escrever seus nomes em meu coração
fazer suas vidas mais doces
Moedas inúteis tenho em meu bolso
volto vazia para casa e sou somente
ninguém.
GERCI GODOY