concerto a céu aberto com Manoel de Barros
RETRATO

Quando menino encompridava rios.
Andava devagar e escuro – meio formado em
silêncio.
Queria ser a voz em que uma pedra fale.
Paisagem vadiavam no seu olho.
Seus cantos eram cheios de nascentes.
Pregava-se nas coisas quanto aromas.
Manoel de Barros, Concerto a Céu Aberto Para Solos de Ave, pag.47, editora Record.





