DESENREDO

DESENREDO

Chovo
o tempo
dedicado
à seca.

Seco a hora enredada.

Falam em catástrofes: finalizo
o inexistente.

Na esterilidade do planeta
aposto verdes plantas
e azuis marítimos: dói
a água derramada sobre o solo
castigado em vazios. O relógio desperta
o sono não reparado pela espécie.


(Pedro Du Bois, inédito)

outros poemas:

http://pedrodubois.blogspot.com

uma resposta para “DESENREDO”

  1. Pedro Du Bois Says:

    Cara Carmen,
    como sempre, grato pela publicação.
    o “desenredo” foi ao ar vista a passagem do que se convencionou chamar de “dia internacional do meio ambiente”, agora em 05.06.
    abraços,
    Pedro

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