o poema e a água

Agua-do-Rio-2
As vozes líquidas do poema
convidam ao crime
ao revólver.

Falam para mim das ilhas
que mesmo os sonhos
não alcançam.

O livro aberto nos joelhos
o vento nos cabelos
olho o mar.

Os acontecimentos de água
põem-se a repetir
na memória.

João Cabral de Melo Neto
O cão sem plumas,pag.51, editora ALFAGUARA


Crédito da imagem:http://www.fbcu.com.br/2008/info_nacional/retratosurbanos1/Agua-do-Rio-2.jpg

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