Archive for julho 19th, 2009

o espelho de água, Vicente Huidobro

EL ESPEJO DE AGUA
VICENTE HUIDOBRO

Mi espejo, corriente por las noches,
Se hace arroyo y se aleja de mi cuarto.
Mi espejo, más profondo que el orbe
Donde todos los cisnes se ahogaron.

Es un estanque verde en la muralla
Y en medio duerme tu desnudez anclada.

Sobre sus olas, bajo cielos sonámbulos,
Mis ensueños se alejan como barcos.

De pie en la popa siempre me veréis cantando.
Una rosa secreta se hincha en mi pecho
Y un ruiseñor ebrio aletea en mi dedo.

vicente

O ESPELHO DE ÁGUA
Tradução de Anderson Braga Horta

Meu espelho, correndo pelas noites,
Torna-se arroio e foge do meu quarto.

Meu espelho, mais profundo que o orbe
Onde todos os cisnes se afogaram.

É um tanque verde na parede, e nele
Dorme tua desnudez ancorada.

Em suas ondas, sob uns céus sonâmbulos,
Os meus sonhos se afastam como barcos.

De pé na popa sempre me vereis cantando.
Uma rosa secreta intumesce em meu peito
E um rouxinol ébrio esvoaça em meu dedo.

Leia outros poemas e saiba mais:
Read more »