Hilda Hilst, do português ao italiano…

Corroendo As grandes escadas Da minha alma. Água. Como te chamas? Tempo. Vívida antes Revestida de laca Minha alma tosca Se desfazendo. Como te chamas? Tempo. Águas corroendo Caras, coração Todas as cordas do sentimento. Como te chamas? Tempo. Irreconhecível Me procuro lenta Nos teus escuros. Como te chamas, breu? Tempo. (1980) Corrodendo Le grande scale Dell’ alma mia. Acqua. Come ti chiami? Tempo. Brillante prima Rivestita di lacca L’ alma mia rozza Sconfitta Come ti chiami? Tempo. Acque corrodendo Faccie, cuore Tutte le corde del sentimento Come ti chiami? Tempo. Irriconoscibile Mi cerco lenta Nel buio tuoi Come ti chiami, pece? Tempo. Poema de Hilda Hilst, do livro Da morte. Odes minimas. * Tradução para o italiano de Berenice Sica...

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sussurros

Livre… redesenho o cotidiano pontos e tramas - corda absurda - me ouço em outros poemas feito sussurros ao vento. Carmen Silvia Presotto

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histórias do trabalho, mais um lançamento

Quem nos convida é Gerci de Oliveira Godoy, que nesta edição, tem mais um escrito premiado. A ela, um abraço e a todos desejo de sempreSucesso no caminho de histórias a mais trabalhos…

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sobre Artes

Encontro das Artes por Tãnia Du Bois Precisamos compreender os fundamentos e os significados da nossa identidade, e o contato com a arte favorece nossos processos de reordenamento espiritual – nossa consciência a respeito do que somos e do que queremos. As artes nos dão a verdade possível, transfigurada em cor, volume, ideias e consciência; tem múltiplos significados. Poesias Completas, segunda edição/1979, é um livro de poemas de Joaquim Cardozo; grande título pela raridade e pela importância dos poemas sobre obras de arte, que refletem emoções, sensações e imagens. No capítulo Luz na Galeria encontra-se o poema Maria Bonomi, Maria Gravura, em homenagem a grande e talentosa artista plástica, gravurista que usa sua força criativa para...

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aos vencedores do Concurso Literário O PENSADOR III, parabéns

ACADEMIA ITAPEMENSE DE LETRAS Concurso Literário O PENSADOR III – 2009 Os trabalhos premiados são: Infanto-juvenil Poesia: 1º lugar, SILÊNCIO, de Pedro Alves Valentim, Rio de Janeiro, RJ 2º lugar, É TRISTE SABER, de Giovanna Senra de Carvalho, Navegantes, SC Juvenil Poesia: 1º lugar, MINHA ÚNICA FANTASIA, de Jocielen Regina Fischer, Itapema, SC Adulto Conto: 1º lugar, UM AMIGO EMOLDURADO, de Eliete da Silva Acosta, Saquarema, RJ 2º lugar, A SENHORA DAS CHUVAS, de Ivana Maria França de Negri, Piracicaba, SP 3º lugar, VINGANÇA, de Luiz Gondim de Araujo Lins, Rio de Janeiro, RJ Crônica: 1º lugar, MANDEM O LENNON, de Rômulo César L. R. de Melo, Recife, PE 2º lugar, QUE TIPO DE PESSOA VOCÊ É?, de Fabiana ...

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esperança um poema, um convite

Canto da Esperança Eu sei que o meu Redentor vive, e que alguém, dos céus, virá enfim em meu socorro. Mesmo depois de consumida a minha pele, ainda em meu corpo verei Deus. Verei a Deus por mim mesmo, com meus olhos, e ele não será para mim um estranho; esta é a esperança que repousa em meu coração. Armindo Trevisan, A Poesia na Bíblia, Desenhos de Clara Pechansky, p. 49, Unipron Atentos! Menor Que um Grão de Mostarda, novo Livro de Armindo Trevisan, terá lançamento dia 04 de setembro, das 19 às 22 horas, na Livraria Cultura do Bourbon Shopping Center. ...

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um poema de Patrizia Cavalli, traduzido ao português

Non ho seme da spargere per il mondo non posso inondare i pisciatoi né i materassi. Il mio avaro seme di donna è troppo poco per offendere. Cosa posso lasciare nelle strade nelle case nei ventri infecondati? Le parole quelle moltissime ma già non mi assomigliano più hanno dimenticato la furia e la maledizione, sono diventate signorine un pò malfamate forse ma sempre signorine. Não tenho semente a espargir pelo mundo não posso inundar urinóis nem colchões. Minha avara semente de mulher é muito pouco para ofender. Que posso deixar nas ruas nas casas nos ventres infecundos? As palavras aquelas muitíssimas embora já não me assemelhem mais esqueceram a fúria e a maldição, se tornaram senhoritas um tanto mal afamadas talvez mas sempre...

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rosas, poema de aniversário

Tapete Rosa Passagens pétalas de alquímicas combinações fios de séculos pele em síntese do universo, bordas -Terra Tatuada - jardim em flutuações… Carmen Silvia Presotto Fotografia: Ricardo Hegenbart Hey, Querido Ricardo, um abraço carinhoso e obrigada pelas rosas que me levaram a escrever este Poema.

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um poema de aniversário

Eminentes festividades Pandora prende os teus pendores - recheie as tortas de amoras – convoque Hebe e Ganimedes copeiros das festas do Olimpo porque tanto lá como aqui estamos radiantes de esplendor cheios de expectativas primaveris onde as flores aguardam ansiosas para explodirem em cores e perfumes a comemorarem com entusiasmo o aniversário de uma pessoas especial - nossa querida e amada - Carmen Silvia Presotto Américo Conte Um abraço carinhoso queridos amigos, Américo e Mauro,obrigada pelo Poema e Flores. ...

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órfã de ti mesma…

se pudesses te despegar de ti te embeberias de terra semente grãos e renascerias na lenda de uma criatura inventada nos panos reais de um pranto premente e um riso girassol mudos objetos acompanhariam uma trajetória de porcelana sem corrente elétrica nem caminhão de lixo mormaço dentro clorofila fora parecerias assim incompletude e feliz órfã de ti mesma Berenice Sica Lamas

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