blom, bleim…
Bleim! Blom!

bomba atômica de couve-flor
desmandos de Nabucodonosor
pavor de pássaros de rapina
turvos ovos de páscoa
– cascas das costas dos cais –
vitrais de góticas catedrais
sufrágios de amor
Américo Conte
Bleim! Blom!

bomba atômica de couve-flor
desmandos de Nabucodonosor
pavor de pássaros de rapina
turvos ovos de páscoa
– cascas das costas dos cais –
vitrais de góticas catedrais
sufrágios de amor
Américo Conte
COM SABOR DE LÍNGUA PORTUGUESA
Berenice Sica Lamas
Em março de 2006, Inaugura-se o Museu da Língua Portuguesa na Praça da Luz no Bairro da Luz em São Paulo – uns meses depois tomo um avião de manhã bem cedinho para uma visita que me deslumbra.

Trata-se de um projeto quase único, inédito, somente existindo na África um local semelhante para cuidar de um idioma. A transformação e adaptação do local – de três andares – o prédio do início do século da Estação da Luz é bastante simbólico, já que a esta estação confluíam os imigrantes chegados a São Paulo com toda sua babel de outros idiomas.

A proposta e seus objetivos, as exposições, a origem, história e evolução da língua, a virtualidade lúdica, a combinação de arte e tecnologia, as cores e luzes e sombras, o impacto de tanta informação e aprendizagens, ambientes moderníssimos, elevadores transparentes – Fernando Pessoa, Guimarães Rosa (homenagem aos 50 anos do Grande sertão: veredas), Clarice Lispector – instalações instigantes. A imensa escultura “A árvore da língua”. Os espaços “A árvore da palavra”, “O beco das palavras” ou “Jogo da etimologia”, “As palavras cruzadas”. Trata-se de um museu interativo, onde a língua parece estar viva (paradoxalmente num museu) e dialogar conosco. Que deleite, tanta e tanta palavra…

Leia toda a cartografia…
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