Um amigo é às vezes o deserto, poema de Eugénio de Andrade

Um amigo é às vezes o deserto,
outras a água.
Desprende-te do ínfimo rumor
de agosto; nem sempre
um corpo é o lugar da furtiva
luz despida, de carregados
limoeiros de pássaros
e o verão nos cabelos;
é na escura folhagem do sono
que brilha
a pele molhada,
a difícil floração da língua.
O real é a palavra.
Eugènio de Andrade
leia mais sobre o autor e seus poemas:
http://saldalingua.wordpress.com/
Read more »





