Archive for outubro 26th, 2009

Procedência, um poema na final do Mapa Cultural Paulista

PROCEDÊNCIA


(presto anguloso)

Deixo a música de ontem para o amanhã.
Minha vida é a velocidade que teima em ser uma curva que baixa
para sessenta KM por microsegundos.
Estou prestes a naufragar nas horas exatas do meu
dia-a-dia e viver com os que desenharam a minha palma
da mão nos acidentes rupestres de ALTAMIRA.
Morro tomando água de Tapies, com gases nobres, dentro de
um banheiro fechado e contrário, da cera quente, da massa de veludo de Beuys;
estou mais aquém do nada, preso em meu labirinto,
incluso na sorte de uma vinha no Ébro, no Cáucaso, na Bretanha.
De carnes: sou desigual. Aumento as filigranas no antanho.
Latas e papéis avulsos me preparam o nome novo,
saído de um forno subatômico.

(molto grave)

Surto
NO MICROONDAS DE UM CURRAL EM Marte.
Vivo ou morto, um desgaste
(não sabem estes marcianos, zoolátricos, mas nasci
em Vênus e meu ascendente é a Terra
azul de onde nunca viemos…). Tristes,
carregamos os maxilares de nossos velhos.
Cansados, obteremos circunstancias erradas
de onde nunca estivemos.
No frio, nos lagos, queimando a mão
com tinta de pedra – lazuli,
ou de magmas acanhados
predicando nossa sonolência
inscrita nos narizes enfadonhos,
de um ser de nome terrível
- que me chamo.

(com brio)

( apago a chama, veio
o estranho
e concluímos
no minarete,
o segundo foguete
para além de minha
powerrância…)…

(finale)

Soturno e envolto em minha pele de zebra verde, jazo algo;
Haroldo por demais xadrez de estrelas.
E no cimo duvidoso do mundo mando buscar minha fórmula,
para perseguir a estranha fatura dos olhos, que nasceram–dilacerados– entre
eu e as orelhas esquerdas lacrimogêneas
que precisarão
renascerem de novo,
músicas, vertigens.

Ou esta mesmíssima manhã
de sufocos, esta que o vento leva e clareia,
nas minhas mesmíssimas celas de areia.

Poema de Nestor Lampras, classificado para a final do Mapa Cultural Paulista, que se realizará em 2010.

saiba mais no: http://caligrafiadoimpossivel.blogspot.com/

13ª Jornada de Passo Fundo, tempAço a mais leitores

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Olhamos telenovelas
Zapeamos telejornais
Somos fãs de animês
De quadrinhos e mangás
Navegamos na internet
Falamos ao celular
E enviamos muitos torpedos
Esperando o amor chegar

Cai na real, cai na real
A nossa vida é virtual
Cai na real, cai na real
A nossa vida é virtual

O mundo muda mais rápido
Que o coração de um mortal
O que ontem era teatro
Hoje é centro comercial
A pracinha em que brincamos
Ficou debaixo do asfalto
E nós passamos de carro
Esperando o amor chegar

Cai na real, cai na real
A nossa vida é virtual
Cai na real, cai na real
A nossa vida é virtual

Ô linda moça
Do disco voador
Me leve pra jornada
Sempre que você for

Ô linda moça
Só não me deixe aqui
Enquanto eu sei que tem
Tanta estrela por aí

Música tema desta 13ª Jornada Literária de Passo Fundo
Letra: Paulo Becker
Música: Pedro Almeida

O mascote desta Jornada Literária foi criado pelo alunos de Engenharia Mecânica da UPF.

“Arte e tecnologia: novas interfaces”

De 26 a 30 de outubro de 2009
Das 14h às 17h e das 19h30min às 22h
Circo da Cultura – Campus I da UPF

Saiba mais, lendo:http://www.upf.br/jornada/2009/
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Ave Fauna, um livro, um canto de amor à natureza

aranha

A aranha
nasce
do ventre das pedras.

A ARANHA

A aranha
tem mil artimanhas.

A aranha trafega
com passo de sombra.

A aranha tem modos
de fêmea que se requebra.

Luiz Coronel, Ave Fauna – Um canto de amor à natureza, 4ª edição, editora Mecenas