tempo de ler Clarice Lispector e Hilda Simões Lopes

Tempo de ler Clarice, por Hilda Simões Lopes*
Perceba os paradoxos e pense em como nunca o homem foi tão poderoso para o bem e para o mal. Podemos modificar espécies, viajar no sistema solar e destruir o planeta. Montamos uma rede de comunicação universal e instantânea, vemos e ouvimos tudo, falamos quando e com quem queremos. E vivemos imersos em corrupção e violência, banalizamos a vida e a morte e, ruminando pânico, erguemos grades, trancamos portas e nos encarceramos. É o tempo da contradição onde se aprofundam abismos, medos e inseguranças. O
homem está abandonado, perdeu o contato com a terra, com o céu. Ele não vive mais, ele existe. Clarice Lispector disse assim.
Nessa época de homens poderosos em todos os sentidos, ler Clarice, a hermética, a intimista, a escritora que se afasta da sociedade em crise para a crise do indivíduo, a escritora do torvelinho das almas, cada vez mais parece água fresca em dia de 40 graus à sombra.
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