Archive for dezembro 7th, 2009

a Mamiko, Vidráguas…

mamiko

Na porta,
entre cadarços
somada a outros
bate, suavemente,a sombra de idade


Em nossos corações,
entre Volver e aquarelas
está a amizade sem fronteiras
Mamiko em felizIdade…

Poema: Carmen Silvia Presotto
Foto:Ricardo Hegenbart, Londres-2009

a mais poesia nas ruas, Vidráguas!!!

ANTOLOGIA POÉTICA
Izacyl Guimarães Ferreira

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Uma seleção feita por muitos amigos e críticos leitores, dos 16 livros que publicou entre 1953 e 2008.

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pensando a Poesia com Armindo Trevisan

A Linguagem Inventa o Poeta

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“ I

O Poeta não nasce poeta, nasce dentro de um poema, o povo ao qual pertence. Inaugurando o mundo com suas mãos e pés, a criança, sobrevivente de oito milhões de anos, não traz uma linguagem consigo, é trazida pela linguagem, que gerou juntamente com os seus ossos e sangue. O futuro poeta alfabetiza-se antes de nascer. A língua, que seus pais falam, antes de ser modelagem oral, foi uma determinada forma de ser. Na medida em que a criança é imersa nessa linguagem, perde sua inocência, a fim de transformar-se num pequeno poeta de determinada língua, entre as muitas que celebram o mundo. Ao aprender dizer: rosa, pedra, mais simplesmente papai, está aprendendo a ser e expressar-se debaixo de um céu, de tal sombra de árvore, com paixão e morte de milhões de severinos a arder sobre sua incipiente língua. Imaginar que um poeta é criador, é iludir-se; o poeta, ao invés de servir-se de uma língua, serve-a.

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o som…

O Som Revisto

A porta presa
em pedra
aguarda a força
do vento.

A mão revisita o tampo da mesa
e a cabeceira reduz o espaço
entre o passado
e o aparente
esforço: fechar a porta
na passagem
do corpo.

O som revisto da pedra
enquanto retirada.

(Pedro Du Bois, A Infinitude dos Sons)

outros poemas:

http://www.youtube.com/watch?v=1rHq3vHUzeA