Archive for dezembro 22nd, 2009

cinco terras, um passeio, um presépio, um poema

REVELAR E DESVELAR CINQUE TERRE NA ITÁLIA
por Berenice Sica Lamas

Fotografias: Cassio Lamas Pires
Cinque Terre 8

cinque terre
cinque città
cinque belezze
mare sole dirupo
montagne pietre alberi piante
turiste in trebbiature guidate
preservazione del mondo
aroma di fichi in sciroppo
gelati artigianali
la natura le case in
pietre colori aperte
vie di pure scale – gradini e più gradini
visione di sogno ed irrealtà

Estive duas vezes em Cinque Terre, situada na região da Riviera da Ligúria, costa oeste da Itália, banhada pelo mar Adriático.

cinque-terre-liguria-italy

Cinque Terre é um conjunto de cinco cidadezinhas belíssimas – Monterosso, Manarolla, Corniglia, Vernazza e Riomaggiore – enroscadas nas montanhas, as casinhas coloridas quase desabando dos penhascos, pontilhadas de ruazinhas estreitíssimas – muitas formadas por escadas e degraus -, restaurantes convidativos, pousadas, lojinhas, cafés, os portos em baias deslumbrantes com embarcadouros repletos de barcos de diversos tipos e praias de pedregulhos com águas azuis esverdeadas cristalinas.

Cinque Terre-2

Na entrada das cidades encontram-se grandes estacionamentos, pois não é permitida nem possível a circulação de carros. Trata-se de cidades medievais na origem.

Cinque Terre 078



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não quero é um grito poético

NÃO QUERO

PAISAGEM_ECO

Não quero ser o sujeito que entrou
Com as mãos limpas
E se descuidou das batalhas lindas.
Não quero poder emprestar a minha voz a quem ousou
Desempenhar melhor de quem foi roubada a voz
Dos planos nascedouros.
Não quero ser um gigante morno, sempre que a ternura dos colossos
Forçarem minhas reentrâncias.
Não quero nascer de novo sem saber o odor das flores do meu esquife.
Não quero receber os homens e minha casa
me acusando de coisas cometidas sem qualquer razão, ou perdão, ou sono.
Não quero acompanhar os astros brilhantes antes da madrugada.
Não quero ouvir que sapos bufantes amargarem meus filhos antes da chegada do
Nosso principal outono.
Não quero me constituir em ilha, não quero me refazer
rapaz, não quero sair fora do circuito,
Embora fora do círculo
As mães cantem de ninar a seus filhos.
Não quero me hospedar nas retortas alfandegárias de qualquer país.
Não quero saber de normas, que não me habilitem a andar com os dois pés no meu chão.
Não quero ser o responsável por políticos que mandam castrar os jovens na
Nova-velha deseleição.
Não quero ser o principal alento da sociedade sem esperanças.
Não quero questionar as andanças dos fortes, embora todos jazam mortos sob minha mesa.
Não quero, não posso, não espero o amor de alguém que não sabia que me trazendo flores participava da minha ilusão e afogamento,
Da minha fome em encarregar aos vivos
A dissolução do espírito.
Não posso crer, se já criram demais na face da terra, e me deixaram os ossos para que os tocasse, fêmures-flautas para que outros dançassem.
Não. Não quero e não posso delimitar estradas, marcos, planos, cantos do mundo,
Pois nasci vivo e não escolho meus destinatários, vento além, vento aquém,
Na opressão, diária, na supressão dos nomes, no cadáver escondido nas vozes dos armários.

Poema e Arte de Nestor Lampras

*Segundo o autor, Não Quero é um grito sobre o que a negação pode construir sobre a voz de muitos calados.

www.nestorlampros.com

http://caligrafiadoimpossivel.blogspot.com