madona, em vidráguas

Dor…
escadas sangram
suspiros entre sirenes
tiros
mortos
fechaduras em enigmas
na porta
anos desenham teu sepulcro
enquanto em mim, um selvagem grita:
Dor…
cruzo a vida de mãos atadas
– feito um parênteses –
golpeando as minhas janelas
tua morte dói
Dor…
Poema: Carmen Silvia Presotto
Arte: Madona de Sonia Rombaldi
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