janeiro 14th, 2010 in Poemas, Versos que Conversam | No Comments »

Recorda-te um dia
desta cidade despedaçada
entre o barulho a besteira e a dor.
Criamos a infidelidade
o azul dos trottoirs de outro continente.
A loucura se tornou útil.
Dedicamo-nos a desenhar
portas de saída.
Desde teus olhos
o vazio está por reinventar.
Escuta a prece de nossos sexos
abafada pelo peso das palavras
o buraco de vosso blue jean
é a única janela
que dá para a esperança.
EMMELIE PROPHÈTE
* A fonte de minha leitura e colagem do poema é o excelente site do Poeta, Tradutor e Professor: Antonio Miranda (http://www.antoniomiranda.com.br/)
janeiro 14th, 2010 in Crônicas, Receitas de Poetas | No Comments »
NÃO É TÃO LONGE O HAITI
por Affonso Romano de Sant’Anna

Essa rebelião no Haiti, a derrubada de Aristides, o país patrulhado por marines americanos, os rebeldes desfilando com metralhadoras em jipes, gente saqueando e celebrando essa rebelião, esse golpe e essa baderna, coincidiram com a leitura que fazia de um livro onde o Haiti é muito citado: História ilustrada da escravidão, de Milton Meltzer(Ediouro).

É um livro leve, o quanto terrivelmente leve pode ser um livro sobre a escravidão, que começa lembrando que para alguns historiadores a escravidão é um passo a frente no desenvolvimento da civilização, pois houve um tempo de barbárie ainda mais atroz, em que, nas guerras, os prisioneiros eram simplesmente mortos, porque não havia alimentos de caça para todos, enquanto em outro período, já com a agricultura se desenvolvendo, descobriu-se que os vencidos podiam ser utilizados como escravos para ajudar no sustento das tribos e propiciar o ócio aos vencedores.
Leia toda a crônica colada aqui ou no blog do autor:http://www.affonsoromano.com.br/blog/
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janeiro 14th, 2010 in Poemas, Versos que Conversam | 1 Comment »

SOBRE A DOR
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Na segunda-feira o noticiário
transmite a semana.
Doem os olhos
fixados na tela disparatada:
a morte desencontrada dos atos
de bondade: o sorriso ampliado
em deboche.
O final do tempo
concedido ao comentário.
Apago a tela e me conformo.
(Pedro Du Bois, inédito)
Leia outros poemas do autor em seu blog:http://www.pedrodubois.blogspot.com/