amor

AMOR

Ao amor, como ao pássaro, ao caminhar
junto às águas, ao prender os cabelos
da mulher com gestos de amizade,
cabe sensações de arrebatamento

estar em algum lugar e encontrar
o sentido de estar presente: não a necessidade
que se utiliza de artimanhas
para nos manter vivos, não a lealdade
que nos conduz à unicidade dos caminhos

não a felicidade que é predisposta
ao encurvamento: o arrebatamento
de não haver sentido quando a vida
se resume em estarmos juntos.

(Pedro Du Bois, inédito)

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uma resposta para “amor”

  1. Pedro Du Bois Says:

    Caríssima Carmen, grato pela “dica”; aqui, perdido em netas, estou quase sem tempo para buscar as informações. Valeu. E muito obrigado pela postagem do poema. Abraços, Pedro.

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