um poema à Sophia
à Sophia
En la mirada
el sol se desploma
los niños saben
que una página blanca
es como la Vida
todo empieza con un rayo de luz.
Poema: Carmen Silvia Presotto
Arte:Sophia em sua primeira semana de Escola
à Sophia
En la mirada
el sol se desploma
los niños saben
que una página blanca
es como la Vida
todo empieza con un rayo de luz.
Poema: Carmen Silvia Presotto
Arte:Sophia em sua primeira semana de Escola
MÚSICA
Shakespearianas
por Celso Loureiro Chaves, p.7 de Z.H de hoje, Caderno Cultural

“Primeiro amor! Não estás acima de toda a poesia? Ou será que nesse nosso exílio mortal és aquela própria poesia da qual só Shakespeare conhecia o segredo supremo, o qual ele levou consigo…” Quem escreveu isso foi nenhum poeta, nenhum crítico literário ou comentarista da dramaturgia de Shakespeare. Foi um compositor, o francês Hector Berlioz, bem no início da sua sinfonia dramática Romeu e Julieta, talvez a melhor de todas as conjunções Shakespeare/música. No romantismo nascente daquela primeira metade do século 19, havia duas forças dominantes na música: Goethe e Shakespeare.
Mas bem que os compositores daqueles tempos poderiam dizer o que disse Jorge Luis Borges: “Há devotos de Goethe, das Eddas e do cantar tardio dos Nibelungos: Shakespeare foi o meu destino”. Goethe ficou para os germânicos e invadiu a ópera. Shakespeare se internacionalizou, também fez das suas na ópera, mas foi na música sinfônica que encontrou sua morada. Era um tempo em que os compositores estavam ensinando a orquestra sinfônica a contar histórias, e Berlioz logo mostrou como se musicava Shakespeare – com palavras e sem palavras.
Até Beethoven, que tinha Goethe nas veias, não deixou de se fascinar por Shakespeare. O seu primeiro quarteto de cordas já tem memórias de Romeu e Julieta e durante certo tempo ele cogitou uma ópera sobre Macbeth.
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