O conto que canto, um poema de Goiânia

Canto como um conto
Que de encanto perde o ponto
Que de ranço perde a glória
Conto pra quem não tem memória
E perde a graça
E perde a grande farsa
Canto como quem canta fora
De sua nota, de seu tom
De sua vontade, seu batom
Que manchou minha roupa
E de vermelho ficamos
Na boca, na cara, na gola
Nada que não se faça coisa rara
Conto que não se degola
Gente que se ama e se atola
Como quem anda no brejo da vida
Como quem tem uma lida
Do dia a dia, da letra, dos livros
Conto o que me vem aos ouvidos
Mas só se segredo não for
Que não sou de dar com as línguas
A não ser em boca bonita
De mulher que me cativa dentro
Daí tento com intento
No conto, no canto, no meio
Da vida que ela faz parte
Do conto que ela canta e conta
Das vezes em que a vir tonta
Canto como um conto, mesmo
Canto agora acompanhado
Em solo ou em dueto, seja lá
Só não fale tão alto pra não atrapalhar
O conto que canto
Que me derramo em pranto
Poema e fotografias de Ivan Bueno
leia mais poemas no blog do autor:
http://eng-ivanbueno.blogspot.com/
fevereiro 17th, 2010 at 13:47
Obrigado ao Vidráguas pela atenção dispensada a escritos tão despretenciosos e pelo trabalho aqui desenvolvido no site.
Grande abraço.
Ivan Bueno
blog: Empirismo Vernacular – http://www.eng-ivanbueno.blogspot.com
fevereiro 17th, 2010 at 14:53
Ivan, parabéns pelo poema, pela publicação! Acho esse site lindo tanto pelas imagens verbais quanto plásticas que associadas são puro deleite, pura poesia. É um espaço e tanto para visitar e divulgar, não é mesmo?
Beijão.
fevereiro 17th, 2010 at 15:59
Sem dúvida que é um espaço e tanto para visitar e, mais, para divulgar. A receptividade aqui também é de encantar.
Beijo.