e sobre todos, TUDO
Repartindo o chão,
surgem naves sem espaço.
não há vagas
e sobre todos, TUDO.
poemas
dedos em chama,
corpos estilhaçados…
Peles de vozes!
Meio torre
Meio água
De aços,
chuva de espantos
gelo atômico
prévias lágrimas
Do enigma,
palavras
poeiras
repatriando o chão.
Em minha garganta
cósmico asfalto
grito internáutico ao impossível.
:
Poesia!
Carmen Silvia Presotto
fevereiro 23rd, 2010 at 16:16
Expressamente: bravo!! Abraços, Pedro.
fevereiro 23rd, 2010 at 17:38
Muito bom. Adorei, dentre outros trechos, logo o início, que rompe a idéia toda e a imaginação de quem lê com
“Repartindo o chão,
surgem naves sem espaço”
De resto as imagens vão seguindo firmes, rasgando, pressionando e até sufocando. Um poema visual, um belo grito. Parabéns, Carmen.
Ivan Bueno
blog: Empirismo Vernacular
http://www.eng-ivanbueno.blogspot.com