e sobre todos, TUDO

Repartindo o chão,
surgem naves sem espaço.

não há vagas
e sobre todos, TUDO.

poemas
dedos em chama,
corpos estilhaçados…

Peles de vozes!

Meio torre
Meio água

De aços,
chuva de espantos
gelo atômico
prévias lágrimas

Do enigma,
palavras
poeiras
repatriando o chão.

Em minha garganta
cósmico asfalto
grito internáutico ao impossível.
:
Poesia!

Carmen Silvia Presotto

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2 respostas para “e sobre todos, TUDO”

  1. Pedro Du Bois Says:

    Expressamente: bravo!! Abraços, Pedro.

  2. Ivan Bueno Says:

    Muito bom. Adorei, dentre outros trechos, logo o início, que rompe a idéia toda e a imaginação de quem lê com

    “Repartindo o chão,
    surgem naves sem espaço”

    De resto as imagens vão seguindo firmes, rasgando, pressionando e até sufocando. Um poema visual, um belo grito. Parabéns, Carmen.

    Ivan Bueno
    blog: Empirismo Vernacular
    http://www.eng-ivanbueno.blogspot.com

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