fevereiro 26th, 2010 in Poemas, Versos que Conversam | 1 Comment »

BUM
BUM…
São Francisco! Que batida…
São sempre os mesmos
“Be my baby”
e eu dizendo que cresci.
Doze é mais que um dia que dá 3
metade meio
mês dos namorados
São Valentim
Santo Antônio
que bênção ter logo Junho
um mês de todos.
Poema de Carmen Sílvia Presotto publicado em A casa que caminha:
http://acasaquecaminha.blogspot.com/
*Quadro de Antoine Vollon
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L’caracol et l’Ange, Salvador Dalí
Fadiga
Um pouco bem cansada
de só dia:
luz calor e dengue,
pulso sem veia,
piche fumegante,
chiclete, café e redondilhas.
Se eu cerrar os olhos,
se os abrir na mesma hora
a hora lesma se move,
eu mesma a mesma
dentro da casca que me cobre.
Sol derrete enigmas,
moleiras,
mamonas,
certezas.
Ando mesmo cansada
do sol de todo dia,
claridade intensa me comove
dissolve, fadiga.
Poema de Fernanda Marra
Leia mais poemas no blog da autora: http://mareseressacas.blogspot.com/
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“Estive doente
doente dos olhos, doente da boca, dos nervos até.
Dos olhos que viram mulheres formosas
da boca que disse poemas em brasa
dos nervos manchados de fumo e café.
Estive doente
estou em repouso, não posso escrever.
Eu quero um punhado de estrelas maduras
eu quero a doçura do verbo viver.”
(Transcrito por Caco Barcelos na reportagem “Crime e Loucura”, publicada na extinta Folha da Manhã, Porto Alegre, RS.
Caio Fernando Abreu transformou em epígrafe de seus contos em O Ovo Apunhalado, Ed. Globo – 1976, pág. 46)
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DIZER
Se disserem para se diferenciar
ao tocar as flores, recomende
ao aviso,
cautela:
flores se fazem
descompromissadas
e ao toque
despetalam
vidas inacabadas
o talo permanece
com os pés dentro d’água.
(Pedro Du Bois, inédito)
leiam mais poemas no blog do autor:
http://pedrodubois.blogspot.com