eu quero a doçura do verbo viver…

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“Estive doente
doente dos olhos, doente da boca, dos nervos até.
Dos olhos que viram mulheres formosas
da boca que disse poemas em brasa
dos nervos manchados de fumo e café.
Estive doente
estou em repouso, não posso escrever.
Eu quero um punhado de estrelas maduras
eu quero a doçura do verbo viver.”


(Transcrito por Caco Barcelos na reportagem “Crime e Loucura”, publicada na extinta Folha da Manhã, Porto Alegre, RS.

Caio Fernando Abreu transformou em epígrafe de seus contos em O Ovo Apunhalado, Ed. Globo – 1976, pág. 46)

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uma resposta para “eu quero a doçura do verbo viver…”

  1. Ivan Bueno Says:

    Que belo poema, que belo final este de “eu quero a doçura do verbo viver”. É um triste-alegre, mas que, a meu ver, faz predominar o alegre, apesar do tom de semi-despedida, por relembrar só coisas boas, e não as mazelas e amarguras. Muito lindo.
    Abraços aos vidraguanos todos.

    Ivan Bueno
    blog: Empirismo Vernacular
    http://www.eng-ivanbueno.blogspot.com

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