fadiga

dali41
L’caracol et l’Ange, Salvador Dalí

Fadiga
Um pouco bem cansada
de só dia:
luz calor e dengue,
pulso sem veia,
piche fumegante,
chiclete, café e redondilhas.

Se eu cerrar os olhos,
se os abrir na mesma hora
a hora lesma se move,
eu mesma a mesma
dentro da casca que me cobre.

Sol derrete enigmas,
moleiras,
mamonas,
certezas.

Ando mesmo cansada
do sol de todo dia,
claridade intensa me comove
dissolve, fadiga.

Poema de Fernanda Marra

Leia mais poemas no blog da autora: http://mareseressacas.blogspot.com/

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uma resposta para “fadiga”

  1. Fernanda Marra Says:

    Carmen, fico sempre impressionada com as imagens que você encontra. Nem sonhava com uma escultura de Dali…
    Mais uma vez obrigada pelo espaço, pelo carinho!

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