fadiga

L’caracol et l’Ange, Salvador Dalí
Fadiga
Um pouco bem cansada
de só dia:
luz calor e dengue,
pulso sem veia,
piche fumegante,
chiclete, café e redondilhas.
Se eu cerrar os olhos,
se os abrir na mesma hora
a hora lesma se move,
eu mesma a mesma
dentro da casca que me cobre.
Sol derrete enigmas,
moleiras,
mamonas,
certezas.
Ando mesmo cansada
do sol de todo dia,
claridade intensa me comove
dissolve, fadiga.
Poema de Fernanda Marra
Leia mais poemas no blog da autora: http://mareseressacas.blogspot.com/
fevereiro 26th, 2010 at 16:54
Carmen, fico sempre impressionada com as imagens que você encontra. Nem sonhava com uma escultura de Dali…
Mais uma vez obrigada pelo espaço, pelo carinho!