Archive for março 2nd, 2010

lendo notícias com César Vallejo

cartier-bresson-foto-brasserie
LOS HERALDOS NEGROS

Hay golpes en la vida tan fuertes… Yo no sé!
Golpes como del odio de Dios; como si ante ellos,
la resaca de todo lo sufrido
se empozara en el alma… Yo no sé!

Son pocos, pero son… Abren zanjas oscuras
en el rostro más fiero y en el lomo más fuerte.
Serán tal vez los potros de bárbaros atilas;
o los heraldos negros que nos manda la Muerte.

Son las caídas hondas de los Cristos del alma,
de alguna fe adorable que el Destino blasfema.
Esos golpes sangrientos son las crepitaciones
de algún pan que en la puerta del horno se nos quema.

Y el hombre… Pobre… pobre! Vuelve los ojos, como
cuando por sobre el hombro nos Ilama una palmada;
vuelve los ojos locos, y todo lo vivido
se empoza, como charco de culpa, en la mirada.

Hay golpes en la vida tan fuertes…Yo no sé!

Poema de César Vallejo, p.9, Los Heraldos Negros, editora Losada
Fotografia: Henri Cartier-Bresson

tomo as suas mãos nas minhas e desperto

TELE_0701_ROBERTO_MIRIAM9688

Voltava da praia distraída, pensando no dizer tomo suas mãos nas minhas, uma despedida de Antón Tchecov e Olga Knipper, que também é uma peça teatral de Carol Rocamora com tradução e direção de Leila Hipólito e atuação de Roberto Bomtempo e Miriam Freeland, onde 400 cartas contextualizam a história de amor dos últimos seis anos do escritor com a atriz amada, quando miro uma camiseta amarela vindo em minha direção, reconheço os passos e sinto o cheiro da banda e na minha frente vejo a lenda: Chico Buarque…

Na hora contenho o arrepio e o impulso e sigo como se quem passasse fosse alguém comum e no Rio de Janeiro é, porque por cada esquina pode estar uma estrela, um mito, por isso se deve conter os disparos do coração, esquecer as máquinas fotográficas e arregalar bem os olhos para gravar a cena.

No entanto confesso que estes encontros me fazem desejar aprender a técnica de tropeçar nos astros desastradas, treinando o tombo, numa hora dessas num dia qualquer, quem sabe não seja despertada por um olê, olá?

É!

Aprender a cair pode ser uma arte, e isso presenciei em No Buraco, outra peça teatral que me fez repensar o espaço temporal do silêncio, um trabalho muito intrigante que se passa em uma hora, utilizando a técnica da pantominia e de mímica ilusória.

leia toda crônica, quase_conto…
Read more »