amares, um poema, um livro de Pedro Du Bois
Amares
Se me tens no contraído corpo
tenso
pretensa hora da chegada
a escravidão
a escuridão
no desencontro tido
pérfido espírito
o que espiona
espia
soslaio arranhado
nos teus olhos
imensamente perdidos em torrentes
tu és noite e mar em fúria
telúrico sentimento sobreposto
ao mistério do que tens: a mim
em subterfúgio e esdrúxulo corpo
despido em festa, tu és a floresta.
Pedro Du Bois, AMARES, organização de Tânia Du Bois,Edições do Autor.
Arte de Henri Matisse
Psiu! Queridos Amigos,Pedro e Tânia, que alegria chegar em casa e me surpreender com este belo presente a Elas- uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher.
Um beijo amigo e meu coração e a poeta em mim agradecem, e seguimos com a trança poética Vidráguas. Vivas!!!
*Carmen
março 9th, 2010 at 22:27
Que belo poema, no todo, e que belos fragmentos:
“imensamente perdidos em torrentes
tu és noite e mar em fúria…”
e também
“despido em festa, tu és a floresta”
mas mais que tudo, de antes dessas,
“espia
soslaio arranhado
nos teus olhos”
Belo. Parabéns!
Ivan Bueno
blog: Empirismo Vernacular
http://www.eng-ivanbueno.blogspot.com
março 10th, 2010 at 22:30
Grato, Ivan, pela sua leitura e comentário. Grato, Carmen, pela publicação. Abraços, Pedro.