questão de pele…

Vulgo Lataria
É uma questão de pele
dizem por aí.
Afinidades impregnadas de afins.
Repulsas e atrações feito um ímã
que quando concatenadas
transpiram prazer e bem estar.
Tocadas, esfregadas, coladas
Tato de bálsamo e sensações
Saudáveis, sedosas, suadas
Peludas, peladas, aromatizadas.
Energética, manta que acalma.
Agasalho da alma.
Que ao corpo deslumbra e desfruta
em mergulhos viscerais,
que já fogem as nomenclaturas
da superfície que atrai.
Américo Conte
março 11th, 2010 at 1:21
Américo, salve Américo.
Grande poema-entrega. Belo. Sobre a “questão de pele”, fez-me lembrar de duas postagens minhas, que intitulei “Subjetividades do nariz I e II”. Não são poemas, mas são bem humoradas. Depois dê uma olhada.
Quanto ao seu poema, muito bom, sensível, sensato, tátil até.
Abraços
Ivan Bueno
blog: Empirismo Vernacular
http://www.eng-ivanbueno.blogspot.com
março 11th, 2010 at 11:45
Alô, Ivan Bueno!
Estive no teu site a procura dos teus poemas – “Subjetividades do Nariz” – e fiquei surpreso com a ligação subjetiva com o “Vulgo lataria” de minha autoria. Embora todos eles são calcados nos sentidos humanos, cujos mecanismos utilizamos para uma troca prazerosa, ou não, com o ser alheio. Considero que os teus, onde a pele não é a tônica da questão, estão enfaticamente engajados no olfato e no paladar. Trata-se de uma outra contribuição aos deleites dos nossos contatos. Entretanto, o meu está unicamente restrito ao tato, representado ali pela pele, cujo atrito e aconchego estão a acionar um magnetismo de afeição ou repulsa pela aspereza ou maciez e conforto que pelas razões particulares de cada ser, ela provoca e desperta.
Parabéns pela tua obra que muito bem retrata outros nuances sensitivos dos nossos contatos. Apenas considero relatos distintos. Se é que me fiz entender.
Um abraço,
Américo