março 11th, 2010 in Lançamentos, Receitas Vidráguas | No Comments »
Hey, o que os poetas e as mãos que escrevem estão lendo e comentando é uma grande receita… Portanto, por sermos poetas, artistas canibalísticos, i.e., por nos abastecermos simbolicamente de todos que com Arte e por Arte convivem, hoje reativamos duas receitas Vidráguas, porque saber o que Os Poetas e Artistas estão comendo e bebendo, pode ser fundamental, para quem deseja seguir criando com imaginação…
Então que venham receitas a mais poesia e criatividade nas ruas…
Beijos a todos e para criar cantando e dançando saibam que logo estarão nas bancas os novos Cds de Jorge Drexler, Amar la trama e, segundo Roger Lerina, as ramilogas novas de Vitor Ramil também com délibáb.
Releiam as receitas:
Um drinque rico a mais encontros, vidráguas retornando!!!

leiam tudo
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março 11th, 2010 in Poemas, Receitas de Poetas, Receitas Vidráguas, Versos que Conversam | 3 Comments »

Tranças de Carmen
uma receita poética transdisciplinar
Abre o jornal e lê
Abrê o micro
e lê
os blogues junto a ti
os outros
os e-mail
e responda
elimina os possíveis spams..
Depois, de tudo sublinhado
Anota num papel
e para deixar de pensar
escreve
Vai a Livrarias
visite livros
compra
e lê
Encontra amigos
Lê poeta
relê a vida
conVersa
e escreve
Caminha
Absorve a realidade
e escreve
Então espera uma data especial
Te vista de rainha
Inverta a banca doLar
e
Lê
Gumes
Lê
Games
Lê
Ganas
Lê
Desenhos
Te anima
e
Toma um Drinque Labaredas, come um Tomate Verde Frito, inventa outras receitas, brinca, bloga e escreve até seu google chegar…
Poema: Carmen Silvia Presotto
Arte: Américo Conte
* E aguardem logo, logo teremos outra receita: O Banquete de Platão e tudo isso gracias à Poesia que inventa , rompe feiras e bancas, revive e deixa viver.
março 11th, 2010 in Poemas, Versos que Conversam | No Comments »
No fragmento inexprimível da defensora germinação
o sopro invertido da tremeluzente palavra
pulula inteiramente
até às torneiras desgrenhadas do luminoso corpo
como os diagnósticos dos bailadores solares a
retalharem as precipitações das cerejas
que transcorrem unicamente
nos ingredientes dos construtores das furnas
Os domínios penetrantes dos pássaros conservam as potências dos becos
plenamente enfeixados na exaltação das cartilagens
e os perfis das estalactites são forjados no bel-prazer das
despovoadas árvores
cartografadas pelos encanamentos espavoridos dos hospitais aéreos
onde os bastidores duma bossa gigantesca anunciam
obsessivamente o êxito das profundidades
numa dália empapada
incessantemente de ar
Um fio de madeira estua nas solicitações do átrio calafetado dos casarões
onde as impalpáveis adivinhações gatafunham no
algodão dos oráculos
como as ondulações das gazelas a recuperarem as dobradiças
das trovoadas
para intervalarem a discórdia do moliço na rugosidade primaveril do
sol
És tu serás sempre tu na arquitetura invisível do expansivo esmeril
a contrair ciclicamente a paciência da claridade onde
a vibração decomposta das arestas convence as canalizações dos frutos
a masturbarem-se no casamento arroxeado da árvore
e os abonos duma greta beberricam gulosamente
sobre as concessões mais esticadas da descoberta alienígena
para prevenir a ignorância da solenidade
na viração contínua das bocas
Poema:Luís Serguilha in: Embarcações / 2004
Tradução:Leonardo de Magalhaens
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