queda

Nos tropeços do Amor
estão
as melhores pedras
estrelas lapidadas
- raízes -
aos muros dos pés…
Poema de Carmen Silvia Presotto
* A Pedra de Drummond, Arte de Nestor Lampros.

Nos tropeços do Amor
estão
as melhores pedras
estrelas lapidadas
- raízes -
aos muros dos pés…
Poema de Carmen Silvia Presotto
* A Pedra de Drummond, Arte de Nestor Lampros.
Se vivemos num Mundo em expansão, é importante que repensemos a nossa subjetividade a partir do conViver entre-palavras, para isso nas sextas-feiras, em Vidráguas, estaremos conVersando com nossas subjetividades entre eros&psiquês na secção Interiores.
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SUBJETIVIDADE
construções e desconstruções na arte e na psicanálise
*Luiza Teixeira Moura

A subjetividade é um conceito relativo a um momento histórico; surgiu em período específico, no qual movimentos sócio-familiares, econômicos, científicos e culturais apontavam para uma mesma direção. Nasciam e se impunham como imperativos as noções de privacidade, de interioridade, de individualidade, de valorização do conhecimento e de naturalismo.
Este conjunto de conquistas, que iniciou com a Renascença, abasteceu-se com o Iluminismo e culminou no Romantismo veio forjar um novo tempo. O mundo sofria mudanças de dimensões incalculáveis, com repercussões estridentes e silenciosas, inegavelmente profundas. A chegada da Modernidade transformou o mundo objetivo e inaugurou o subjetivo.
O senso de subjetividade é contemporâneo à noção de arte como representação da natureza, distanciando-se de forma de suas funções de comunicação e de reverência mítica e religiosa. Para alguns autores a própria arte se inaugurava. Estas manifestações artísticas refletiam e, ao mesmo tempo, antecipavam profundas alterações no espírito humano.
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TANTAS MÁSCARAS
por Tânia Du Bois

Pedro Du Bois, em seu livro Tantas Máscaras, revela a imagem da vida, fazendo um registro formado pelos tipos e situações comuns ao padrão cultural. Também mostra que a postura do mascarado revela sentimentos de poder que por alguns instantes conquistam em suas vidas.
Na máscara se revela
inteiro mostrando
como se esconde
pensa o escuro
da farsa
e se ilumina aos olhos
o espelho reflete a imagem
que queria mostrar
nos dias rasos
em que a sua vida se esconde.
O mascarado engana, trai a confiança e expulsa as orações. Mente para si seus desejos, retirando sua paz da paz em que se refugia. Desvenda a sua alma e avança não dando ouvidos para a sua voz.
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