Archive for março 28th, 2010

a hora imóvel, um poema de Rubens Jardim

*Obrigada, Querido Poeta, pelo livro encaminhado e agora com Cantares da Paixão em mãos, espalho os versos…
A HORA IMÓVEL

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Tenho dúvidas
se estou por dentro
ou por fora
mesmo na hora do amor.
Pareço letra perdida à procura
da palavra.
Mas as palavras também se perderam
dos usos cotidianos
e da realidade.
Elas escaparam do papel
e criaram seus próprios espaços
cênicos.
Fala-se que as palavras se libertaram
e que elas hoje frequentam
outros ambientes.
Estão em objetos e performaces.
Em leis que não são aplicadas.

E eu fico aqui me perguntando
onde esta a palavra antes da palavra?
Aquela que nos devolve sem cessar
a consciência da total ambivalência?
Aquela que rompe com os marcos
da duração e estabelece a hora imóvel
que os relógios não marcam?

Rubens Jardim, p.28, Cantares da Paixão, editora artepaubrasil.

Leiam mais poemas, artigos, escritos e reflexões e hoje o comentário-desabafo: “Para vivere a modernidade é preciso uma constituição heróica”, no site do autor:http://www.rubensjardim.com/

pensando a poesia com Jorge Luis Borges

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“…La verdad es que no tengo ninguna revelación que ofrecer. He passado la vida leyendo, analizando, escribiendo (o intentándolo) y disfrutando. He descubierto que esto último es lo más importante. Embebido en la poesía, he llegado a una conclusión final sobre el assunto. Es verdad que, cada vez que me he enfrentado a la página en blanco, he sabido que debía volver a descubrir la literatura por mí mesmo.

Pero de nada me vale el pasado. Así, como he dicho, solo puedo ofrecer-les mis perplejidades. Tengo cerca de 70 setenta años. He dedicado la mayor parte de mi vida a la literatura, y solo puedo ofrecerles dudas.

Siempre que he hojeado libros de estética, he tenido la incómoda sensación de estar leyendo obras de astrônomos que jamás hubieran mirado a las estrellas. Quiero decir que sus autores escrebían sobre poesía como si la poesía fuera un deber, y no lo que es en realidad: una pasión y um placer.

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