abril 30th, 2010 in Poemas, Versos que Conversam | No Comments »
O equilibrista se realiza, afoito,
no dorso tôrso do arame
e o sexo só se consolida
com a eficácia do coito.
Poema de Julio Rodrigues Correia
*Poema colado do site Acroático:
http://acroatico.blogspot.com/
leiam mais poemas aqui e lá.
abril 30th, 2010 in Interiores | No Comments »
3- AS PERSONAGENS DA SEDUÇÃO MALIGNA
por Luiza Moura

As pessoas mais marcadas por ganhos secundários, aproximar-se-ão de um funcionamento egossintônico, do tipo anti-social e perverso, o que, praticamente, inviabilizará sua chegada aos nossos consultórios.
Nelas, uma parcela ínfima e frágil do “eu” se mantém hermeticamente encapsulada e, podemos dizer: coisificada. Recebendo a função de atuar como um sensível “radar” em busca da vítima em potencial.
Para aqueles que se configuram como as possíveis vítimas justamente a capacidade perceptiva (“radar”) está comprometida, e os ganhos secundários não foram suficientes para constituir uma estrutura anti-social ou perversa, a camada protetora do tipo “falso-self” (Winnicott, 1960) é falha e não impede o sofrimento autêntico.
Leia o livro, leiam todo o artigo

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abril 29th, 2010 in Foto do Dia, Poemas, Versos que Conversam | 2 Comments »
*Obrigada Poeta pelo poema inédito encaminhado à Vidraguas!
INFLUIR

Envolver o tempo (medida
do espaço) em compromissos:
tornar necessário
a hora
e o trajeto.
Encarcerar o gesto
em protocolos: fechar
a face
ao próximo.
Conhecer do tempo (espaço
escasso) cada
instante
desperdiçado.
Poema:Pedro Du Bois
Fotografia:Robert Parkeharrison
Leiam mais poemas no blog do autor:
http://www.pedrodubois.blogspot.com/
abril 28th, 2010 in Foto do Dia, Poemas, Receitas de Poetas, Versos que Conversam | No Comments »
Um rosto simpático, ligeiramente pálido;
olhos castanhos, como que pisados;
parecem quando muito vinte os seus vinte e cinco anos.
Tem um não sei quê de artista no modo de vestir-se
- talvez a cor da gravata, o feitio do colarinho;
sem rumo certo vagueia pela rua,
como se hipnotizado pelo prazer ilegal,
o prazer tão ilegal que ainda há pouco desfrutou.
Poema de Konstantinos Kaváfis, tradução de José Paulo Paes, Poemas, Coleção Sabor Literário, José Olympio Editora.
Foto de Cristiano Madureira
abril 27th, 2010 in Foto do Dia, Poemas, Versos que Conversam | 5 Comments »

risco
maquio
me assisto
rugas
dedos
vincos
palavras
deslizes
saem da tela
e escorrego à vida
concha nua
entrelaço sonhos
com as vozes
que me escutam
borro espelhos
futuro…
Poema:Carmen Silvia Presotto
Fotografia: Henri Cartier-Bresson