abril 22nd, 2010 in conversando sobre literatura, Crônicas, photoCrônicas | 9 Comments »

Em Londres, quando os plátanos largam suas folhas ao vento e dobram suas raízes ao tempo, outona… e neste desfolhar de momentos, trocamos as estações, lambuzados pelo morno hálito de um lindo sol literário: Clarissa Dalloway.
Clarissa Dalloway é a protagonista e o título do Romance de Virginia Woolf, publicado em 1925, que nos eventos de um único dia nos apresenta a história de uma Senhora da alta burguesia londrina, que por aqui nos chegou traduzido através das mãos de Mario Quintana, driblando o próprio e o nosso tempo com o compasso do relógio,.
E que relógio: O Big Ben!
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abril 22nd, 2010 in Poemas, Versos que Conversam | 2 Comments »
PODERES
Subverto o poder, condicionado ao mito,
retiro da força o apego ao gênio
literário; esmoreço o começo e me arrojo
ao mundo abaixo das vistas, entrevejo
a glória incensada das orquídeas, símbolos
e dogmas repisados ao orgulho determinado
do poder – agora subvertido – ocultado.
Reafirmo a crença no vazio
da pedra concreta da inação
do tempo: a temporalidade
do minério escavado ao corpo
despreparado, escuto gritos reais
de descobertas: o encoberto jogo
do poder sacralizado ao todo.
Poema inédito de Pedro Du Bois
Leiam mais poemas no blog do autor:
http://pedrodubois.blogspot.com
abril 22nd, 2010 in conversando sobre literatura, Receitas de Poetas, Versos que Conversam | 1 Comment »
*Obrigada Poeta pelo Ensaio concedido à Vidráguas, do qual trazemos este recorte.

Desde os impulsos da fertilização obscura–incandescente até as aberturas primordiais da matéria verbal-poética.
O poeta transforma a vida no subsolo da metamorfose caótica, nos centros iluminadores da palavra absoluta, na violenta intemporalidade da nidação de Urano-Saturno, nos meridianos das combustões-reconstruções terrestres, na expansão instintiva do conhecimento profundo do ser, na infinidade criativa-imaginal. O poeta reconstitui-se na claridade dos chamamentos genésicos e na dor labiríntica que o encaminha para o Uno com as impulsões da incorruptibilidade da essência.
O poeta mergulha nas fecundações hipnóticas, na sonoridade da verdade, no simulacro do universo, absorvendo e expandindo as energias instauradoras das transmutações rítmicas que recriam os fulgores das inflorescências, os cânticos do coração do mundo, as magias na profundidade da existência, a espontaneidade da raiz xamãnica, a matéria das composições secretas, vivas.
A poesia projecta-se na tremulação indivisível, nas transfigurações das perceptivas-excitatórias, no desdobramento do imperceptível, na alteridade enigmática, como uma eclosão de hibernações entre as artérias do inexplicável, as intersecções das sugestibilidades e das pulverizações do desejo para procurar as epifanias infinitas da linguagem, as galáxias silenciosas, as interioridades indomáveis, as visões transcendentais.
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