poderes…
PODERES
Subverto o poder, condicionado ao mito,
retiro da força o apego ao gênio
literário; esmoreço o começo e me arrojo
ao mundo abaixo das vistas, entrevejo
a glória incensada das orquídeas, símbolos
e dogmas repisados ao orgulho determinado
do poder – agora subvertido – ocultado.
Reafirmo a crença no vazio
da pedra concreta da inação
do tempo: a temporalidade
do minério escavado ao corpo
despreparado, escuto gritos reais
de descobertas: o encoberto jogo
do poder sacralizado ao todo.
Poema inédito de Pedro Du Bois
Leiam mais poemas no blog do autor:
http://pedrodubois.blogspot.com
abril 22nd, 2010 at 15:13
Oi, Carmen,
como sempre, agradeço pela gentileza da divulgação.
abraços,
Pedro
abril 22nd, 2010 at 16:16
Já conhecia o poema..
tão denso que nos leva a vários questionamentos…
Aqui destaco principalmente
“ao mundo abaixo das vistas, entrevejo
a glória incensada das orquídeas, símbolos”
porque traz a tona tantos questionamentos, acerca da valoração de tudo do que as coisas são e do que elas representa.