hoje, um poema de Adroaldo Bauer
é sem cangalha que me vou
por Adroaldo Bauer
Ah, o infinito!
finito definido
indefinido rito
Ah, pudera
tanta quimera
pouca gente
Humanidade nada
desumanidade tudo
quanta unanimidade!
Passeiam urubus e soldados
fortementemente armados
entre plantações de papoulas
Ah, se isso tanto me espanta
ainda estaria vivo e acordado
talvez sobrevivendo, se tanto
Há que nadar, sorrir, aplaudir
Há que chorar, morrer, pedir
Há que perceber a mesmice e sair
Vou ali regar os jardins da babel
Vou só, sem cangalha, vou só
Vou de asa delta, salto sem rapel
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