maio 4th, 2010 in Poemas, Receitas de Poetas, Versos que Conversam | No Comments »

A última chuva
Eram retalhos,
rascunhos
partituras rotas
ode em desordem
Era cinza e vento
iceberg
no cenário.
Eram estranhos
vozes de estanho
melodia brega.
És!
Música
que estremece cristais.
Som
do desmaio
da neve dos roseirais
Plácido
barco branco
no grego mar azul.
És!
O piano
A orquestra
O Poema
A rima rara.
És o que é.
Bárbara Lia, p.38, A Última Chuva, Coleção ME 18, Organização de Tânia Diniz, Editorial ME.
Leiam seus livros, leiam mais poemas no blog da autora:
http://chaparaasborboletas.blogspot.com/
maio 4th, 2010 in Crônicas | No Comments »
Lugar Certo
por Nei Duclós
Há elementos de crônica na reportagem que reivindica o perfil de “humana”. É quando o início do texto tenta seduzir o leitor para o conforto de uma situação reconhecível, preparando-o para algo mais intenso a seguir. Na economia, especialistas gostam de citar um trecho literário, com perfil de crônica, para dourar a pílula amarga de um tema como juros. E na política, o elemento pontual, típico dos cronistas, usado na abertura de um discurso, é um antídoto para a desatenção da platéia.
Como todos se servem dela, é inevitável que a crônica também se sinta no direito de trafegar por outros gêneros. Como cair na tentação do mini-ensaio literário, da resenha de filmes ou do artigo de fundo, quando ao espaço dado compete apenas a presença desse gênero tão consolidado, mas assim mesmo tão propenso a equívocos.
A verdade é que existem limites bem definidos para a crônica, apesar dos recursos emergentes como o hipertexto ou as bossas da pós modernidade, à vontade nas desconstruções de vanguarda. Fugir desses parâmetros pode até dar melhores resultados, mas acaba caindo na vala comum dos “escritos”, se for cometido o erro de aspirar ao mesmo status daquilo que se tenta superar. Felizmente, a desmoralização dos conceitos, que pegou fundo no imaginário geral e pretende causar impactos passageiros com sacadas espertas, nada pode contra a crônica.
leia toda a crônica aqui ou no blog de Nei Duclós:
http://outubro.blogspot.com/
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maio 4th, 2010 in Eventos, Lançamentos | No Comments »
ACADEMIA ITAPEMENSE DE LETRAS
CONCURSO LITERÁRIO O PENSADOR IV – Poeta Lindolf Bell
Conto, Crônica e Poesia
Regulamento do Concurso
Saibam mais, participem:
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maio 4th, 2010 in Receitas Vidráguas, Versos que Conversam | No Comments »
Adoçando a vida
por Aline Morais Farias
Essa mousse
é uma mistura
de azedo
com doçura
A primeira camada
é de brigadeiro mole
que não enrole
apenas espalhe
no fundo de uma
vasilha de vidro
e duvido
que não vá lamber a colher…
e quando o fizer
rodopie pela cozinha
dizendo hum…
e ria sozinha!
para segunda camada
jogue no liquidificador
ou bata com a mão
e devagar com ardor
porque em tudo vai
um pouquinho de coração
uma lata de creme de leite
uma de leite condensado
e um saquinho só
de suco de limão em pó!
Agora despeje o mousse
com delicadeza
por cima do brigadeiro
e para ficar bonito na mesa
enfeite bem
com raspinhas de limão
ou de chocolate
que é uma perdição
Deixe gelar
por algumas horinhas
e enquanto isso
brinque com uma criança
ou conte uma historinha…
Na hora do jantar
todos vão amar
a divina surpresa
Hoje tem sobremesa!
Um beijo e obrigada Aline, pela receita compartilhada conosco!!!