hoje, um poema de Eugénio de Andrade
O caminho das dunas

Há um barco
há um homem nas areias.
Obscuramente aprende
a morrer onde as águas são mais duras.
Sei que é verão pelo hálito da loucura
o brilho em declínio das giestas
a caminho das dunas.
O homem adormecido
e a noite do poema eram de vidro.
Poema de Eugénio de Andrade.
Leiam mais poemas deste autor em O Sal da Língua:
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maio 13th, 2010 at 2:47
Carmen,
Que bela escolha e que belo poema do Eugénio. A imagem do poema escrito e a imagem escolhida para ilustrá-lo casam-se perfeitamente e são, também individualmente, belas. Tocou-me com especial força a frase “Sei que é verão pelo hálito da loucura”. É daquelas frases que nos fazem ler, reler, pensar, repensar, interpretar, reinterpretar e ainda assim não se dar por satisfeito, o que me deixa por demais satisfeito. Instiga.
Ah, e um poema que termina em vidro casa tão bem aqui com seu espaço literário, minha amiga.
Beijo grande desde o Planalto Central.
Ivan Bueno
blog: Empirismo Vernacular
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