hoje, um poema de Eugénio de Andrade

O caminho das dunas

DUNAS

Há um barco
há um homem nas areias.
Obscuramente aprende
a morrer onde as águas são mais duras.
Sei que é verão pelo hálito da loucura
o brilho em declínio das giestas
a caminho das dunas.
O homem adormecido
e a noite do poema eram de vidro.

Poema de Eugénio de Andrade.

Leiam mais poemas deste autor em O Sal da Língua:

http://saldalingua.wordpress.com/

Tags: , ,

uma resposta para “hoje, um poema de Eugénio de Andrade”

  1. Ivan Bueno Says:

    Carmen,
    Que bela escolha e que belo poema do Eugénio. A imagem do poema escrito e a imagem escolhida para ilustrá-lo casam-se perfeitamente e são, também individualmente, belas. Tocou-me com especial força a frase “Sei que é verão pelo hálito da loucura”. É daquelas frases que nos fazem ler, reler, pensar, repensar, interpretar, reinterpretar e ainda assim não se dar por satisfeito, o que me deixa por demais satisfeito. Instiga.
    Ah, e um poema que termina em vidro casa tão bem aqui com seu espaço literário, minha amiga.
    Beijo grande desde o Planalto Central.

    Ivan Bueno
    blog: Empirismo Vernacular
    http://www.eng-ivanbueno.blogspot.com

deixe um recado