Archive for junho, 2010

sem elas, um poema de Marcio Nicolau

* Marcio estará escrevendo conosco todas as quartas, leiam mais poesia aqui e lá, no blog do autor:
http://www.espacointertextual.blogspot.com/

Sem elas


“Não era uma só
Eram tantas”
Bibi
Amália
Piaf
Cacilda
Mulher nunca houve
Feito Gilda
Professora
Esposa
Mãe
Atriz
“Toda mulher”, Rita
“é meio Leila Diniz”
Escrava que se faz rainha
Xica
Pagu
Tarsila
Anita
Cecília
Flores e canções
Potente voz
Zélia
Amado nome
Rachel de Queiroz
Virgínia
Entre os atos
Auto-retratos
Mona Lisa
Sorrisos
Dores
Frida Kahlo
Cores
Tintas
Elos
Ella, o seu nome
First lady
Queen of soul
Aretha
De alma e corpo
Bailarinas
Anas
Déboras
Fernandas
Dinas
Divas
Marílias
Gabrielas
Carmens
Não só glórias
Elas
Tantas formas
Belas
De todo modo
Furacão
Elis
Bethânia
Clara
Angela
Maysa
Nana
Nina
Nara
Mitos
Evas
Evitas
Madonna mia!
O mundo sem elas disforme seria.

Obrigada Marcio pela poesia que conVersa e seguimos!!!

Invictus, um filme, um poema…

Do fundo da noite que me envolve
Escura como o inferno de ponta a ponta
Agradeço a qualquer Deus que seja
Pela minha alma inconquistável

Nas garras dos destino
Eu não vacilei nem chorei
Sob as pancadas do acaso
Minha cabeça está sangrenta, mas ereta

Além deste lugar tenebroso
Só se percebe o horror das trevas
E ainda assim, o tempo,
Encontra, e há de encontrar-me, destemido

Não importa quão estreito o portão
Nem quão pesado os ensinamentos
Eu sou o mestre do meu destino
Eu sou o comandante da minha alma

William Ernest Henley

buscas…

Robert ParkeHarrison cloud burst

BUSCA

Busco na eternidade
dias demarcados
aos gestos. Imobilizado
na ultrapassagem
de nuvens
encobertas: infinito
horizonte das esperas

entorno na consciência
de marginalidades. Estupor
sobreposto ao medo na metalização
do ocaso. Fogo
decompondo cinzas
em retorno.

Poema:Pedro Du Bois
Fotografia: Robert Parkeharrison

Leiam mais poemas no blog do autor:
http://pedrodubois.blogspot.com

pensando a educação com Rubem Alves



“Amar é ter um pássaro pousado no dedo.
Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que,
a qualquer momento, ele pode voar”

Rubem Alves

o homícidio, poema de António Amaral Tavares

*Seguimos com a série de poemas: Retratos de Nova York, leiam aqui e em A casa que caminha:
http://acasaquecaminha.blogspot.com/

O HOMICÍDIO
( Weegee. Assassinato em Hell’s Kitchen. 1944)

É a reportagem de uma morte

um homem jaz no passeio que outrora
o viu caminhar

na construção vã do seu orgulho
a cidade reclama vítimas

é mais funda a solidão nesta morte pública

o rosto no chão esmaga-se
por não poder cair mais

a pistola caída é um ponto final no abandono.