diamante, um poema de Antonio Cicero

Fotografia:Brian Duffy
DIAMANTE
O amor seria fogo ou ar
em movimento, chama ao vento;
e no entanto é tão duro amar
este amor que o seu elemento
deve ser terra: diamante,
já que dura e fura e tortura
e fica tanto mais brilhante
quanto mais se atrita, e fulgura,
ao que parece, para sempre:
e às vezes volta a ser carvão
a rutilar incandescente
onde é mais funda a escuridão;
e volta indecente esplendor
e loucura e tesão e dor.
Poema de Antonio Cicero publicado no Jornal Vaia, n. 29, Porto Alegre, abril de 2010.
No blog do autor,leiam a excelente entrevista concedida ao Jornal Vaia:
http://antoniocicero.blogspot.com/
julho 2nd, 2010 at 12:56
Pérolas habituais do Antonio Cícero.