Archive for julho 3rd, 2010

a noite depois, mais um poema de Vertentes

Segundo trecho do poema-seção “A Noite, Depois”.

O sol acorda as janelas.

O amor entra,
senta-se à mesa
e me pede pão fresco.

Eu sigo a luz
e lhe ofereço a cesta.

Saciado,
me beija a face
e diz que volta.

Eu aguardo
esse amor pleno de migalhas.

Poema de Tanussi Cardoso, Vertentes, Coletânea de poemas e fortuna crítica, fiveStar.

mar de inverno, crônica de Tânia Du Bois

MAR DE INVERNO
por Tânia Du Bois

Loch-Achry

Fotografia de Brian Duffy

Tempo é fator fundamental na nossa vida. O inverno bate à porta e traz a preocupação de não sentir frio. A metáfora óbvia do inverno é o frio, essa gigantesca força da natureza que não podemos controlar.

Quem de nós tem medo do inverno? Muitos enfrentam o difícil desafio, mas a principal arma para encarar as mudanças climáticas é não ter medo, não desistir de sonhar, questionar os hábitos e priorizar os valores.

É impossível não se deixar levar pelo espírito corajoso ao inventar dias chuvosos e sempre procurar uma maneira de garantir a harmonia entre o inverno e o bem estar, com a capacidade de ouvir o coração.

O vento no lado de fora // (o sentimento dentro congela) / ventos movimentam atmosferas / transformando nuvens, dispensando chuvas / alterando paisagens // (o consentido dentro enregela // convivo ventos, deposito / a graça das novelas; enredos acumulados / de amores e ódios, o cisco da poeira / nos olhos arregalados das notícias // (o ressentimento dentro refrigera).” (Pedro Du Bois)

Leia toda a crônica

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