Archive for julho 9th, 2010

Vidráguas aos 75 anos de Mercedes Sosa, Mirem um poema de Violeta Parra

MIREN




Miren cómo sonríen
los presidentes
cuando le hacen promesas
al inocente.


Miren cómo le ofrecen
al Sindicato
este mundo y el otro
los candidatos.


Miren cómo redoblan
los juramentos,
pero después del voto
doble tormento.

Miren el hervidero
de vigilante
«para rodar de flores
al estudiante».


Miren cómo relumbran
carabineros
«para hacerle premios
a los obreros».

Miren cómo se visten
cabo y sargento
para teñir de rojo
los pavimentos.


Miren cómo profanan
las sacristías
con pieles y sombreros
de hipocresía.


Miren cómo blanquean
mes de Maria
y aL pobre negreguean
la luz del día.

Miren cómo le muestran
una escopeta
para quitarle al pobre
su marraqueta.


Miren cómo se empolvan
los funcionarios
para contar las hojas
del calendario.

Miren cómo sonríen,
angelicales,
miren como se olvidan
que son mortales.

Poema de Violeta Parra, tradução de Antonio Miranda

Visitem este excelenteo site, leiam a tradução e mais Poesia, inclusive o Ensaio: Los códigos de la modernidad en los textos poético-musicales de Violeta Parra y Chico Buarque

http://www.antoniomiranda.com.br

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até os felizes sofrem…

Poema II

até os felizes sofrem

Ah, havia esquecido
O sabor do sofrimento
A dor inegável de Amar
E não conseguir ser amado

Sádico o criador da existência
Porque são as melhores pessoas
As que mais podem nos fazer mal
Mesmo não querendo

Ó triste fim de um poeta
Chegar à perfeição
Virar uma Lenda
E perder o que mais tem apreço

A crença no verdadeiro Amor
Não basta de uma crença
Como outras quaisquer
Não acredites! Já me alertaram

Quantas noites e dias terei para sofrer
Sem poder perdoar alguém
Pois não tens culpa alguma
O grande erro é acreditar

Acreditar que se pode ser feliz
E viver ao mesmo tempo
Se entregar achando que não irás se perder
A realidade é dura, mas é a realidade

Viver fadado a uma ilusão
É o pior castigo
Acordar mesmo que sangrando
É uma benção

Poema de Renato Araújo

Leiam mais poemas no blog do autor:
http://poetaraujo.wordpress.com/

Há 30 anos morria Vinicius de Moraes, o poeta que amava as mulheres



por Leonardo Freitas
(fonte:http://diversao.terra.com.br/gente/noticias/)

Há exatos 30 anos, o Brasil e o mundo davam adeus a um dos maiores artistas brasileiros do século 20. Poeta, compositor, dramaturgo, jornalista e diplomata, Vinicius de Moraes foi não somente um multiartista, mas um homem lírico, que levou poesia sempre a seu lado em tudo que realizou nos seus 66 anos de vida.

Nascido no Rio de Janeiro em 19 de outubro de 1913, Marcus Vinicius de Moraes morreu em 9 de julho de 1980, deixando uma extensa obra na literatura, música, teatro e cinema, com parcerias na música brasileira que incluem nomes como Tom Jobim, Toquinho, João Gilberto, Chico Buarque, Carlos Lyra e Baden Powell.

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poema de Portugal, Aveiro…

AVEIRO REVISITADA

aveiro2

Não sei se algum dia saberei polir esta pedra
polir uma pedra é vestir de branco as palavras

nestas ruas de água como se vive? quero dizer
como se apanha do chão

o silêncio em que se embrulha o tempo?
como cortar com arestas de luz os cabelos

por secarem na rocha triste em que se estendem?
quero dizer como se caminha entre duas luas

tão idênticas reflectidas na água que repetimos
as palavras assim que as vemos?

e como beber as vogais dos edifícios manter a cabeça
fora de água procurando a altura das chaminés?

pergunto como se vive nestas ruas de água
no gume de prata polida de um espelho? ou seja como se caminha

e atravessa a cidade e se morre ao atravessar uma rua
com o sentido da água a propagar-se nos pés?

Poema de António Amaral Tavares
Foto de Aveiro, colhida da internet.

Leia mais poemas no blog do autor:
http://acasaquecaminha.blogspot.com/